AAZQ11 aumenta exposição ao CRA da BRF e realiza novos aportes
O Fiagro AAZQ11 encerrou maio com aproximadamente 97,1% do patrimônio líquido alocado em ativos vinculados ao agronegócio, reafirmando a estratégia de elevada exposição ao crédito rural. A política do veículo segue centrada em crédito do setor, com foco em instrumentos que acompanham o CDI e a inflação.
A carteira manteve concentração em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), que representaram 65,2% dos investimentos, enquanto os Fiagros de direitos creditórios responderam por 27,9%. A gestora destacou que a alocação prioriza títulos de crédito do agronegócio, mantendo o direcionamento definido para o portfólio.
No mês, o fundo apurou resultado de aproximadamente R$ 2,35 milhões, sustentado pela geração de receitas do portfólio e pela continuidade da alocação em ativos indexados ao CDI e à inflação. Segundo o relatório, a geração de caixa foi suficiente para suportar as obrigações e as distribuições realizadas no período.
A taxa ponderada de carrego da carteira ficou em 3,55% ao fim de maio. A remuneração líquida, após taxas e impostos, atingiu CDI mais 2,17% ao ano, de acordo com a gestora. Com a maior parte do patrimônio aplicada, a estratégia busca prazos e indexadores compatíveis com o perfil do fundo, preservando a aderência entre receitas e obrigações.
Movimentações do Fiagro AAZQ11 em maio
Entre as operações do período, o fundo ampliou a posição no CRA da BRF, por meio de investimento adicional de aproximadamente R$ 6,2 milhões, remunerado a 109% do CDI. Após a movimentação, o papel passou a representar cerca de 3,7% do patrimônio líquido.
A carteira também recebeu um aporte de aproximadamente R$ 2 milhões no Fiagro BR Agro, com remuneração de CDI mais 5% ao ano. Ao longo do mês, houve amortizações previstas em cronograma e ajustes nas posições de caixa, em linha com a gestão da liquidez e a rotação natural dos ativos de crédito.
De acordo com a gestora, as movimentações ocorreram sem alterar a diretriz central de manter elevada exposição ao crédito rural, privilegiando operações com lastro no setor. A combinação de novos aportes e amortizações programadas compôs a dinâmica de alocação de maio.
Fundo mantém distribuição acima do CDI
Em maio, o fundo distribuiu R$ 0,0925 por cota aos investidores, equivalente a um dividend yield mensal de 1,15%. A distribuição refletiu a performance de caixa do portfólio e a estratégia de priorizar ativos atrelados a indexadores financeiros.
No horizonte dos últimos 12 meses, o retorno anualizado alcançou aproximadamente 15,5%, montante correspondente a 107% do CDI, segundo informações da gestora. Esses números foram sustentados pelo carregamento dos títulos e pela exposição a ativos indexados ao CDI e à inflação.
A política de distribuição permanece vinculada ao desempenho de caixa, considerando o resultado recorrente e os eventos de amortização previstos nos contratos. Assim, a gestão busca preservar a consistência dos pagamentos mensais ao investidor.
Últimos dividendos do fundo
Em junho, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,925 por cota, conforme comunicado ao mercado. Os proventos foram pagos no dia 15 de junho de 2026, seguindo o calendário informado pela administração.
Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, benefício aplicável aos proventos distribuídos pelo veículo, conforme a legislação vigente. As informações consolidadas referem-se a maio e junho e foram divulgadas pela gestora em relatórios e comunicados oficiais.