IFIX sobe 0,3% na sexta, mas perde 0,89% na semana
O IFIX encerrou a sexta-feira (12) aos 3.814,03 pontos, alta de 0,3%, o que representa avanço de 11,40 pontos frente ao pregão anterior. Com o movimento, o índice retomou o patamar acima dos 3.810 pontos, sinalizando recuperação pontual após sessões de volatilidade. Ao longo do dia, a faixa de oscilação foi estreita, refletindo liquidez moderada e cautela dos investidores diante do cenário macro.
Na abertura, o principal índice de fundos imobiliários da B3 marcou o piso do dia, em 3.802,65 pontos, e alcançou o teto em 3.814,60 pontos. A trajetória intradiária sugere fluxo comprador consistente na reta final do pregão, suficiente para reconduzir o indicador ao terreno positivo e confirmar a máxima diária no encerramento.
Apesar do resultado favorável na sessão, a semana terminou negativa para o IFIX, que recuou 0,89% no acumulado. Em comparação ao fechamento da sexta-feira anterior (5), quando estava em 3.848,37 pontos, o índice perdeu 34,34 pontos. O desempenho semanal reflete ajustes em carteiras e realização de lucros em alguns segmentos, sobretudo de crédito e renda urbana.
GARE11 lidera em volume
GARE11 (Guardian Logística) liderou o volume, com R$ 1,59 milhão, ainda que tenha caído 0,49%. Na sequência, GGRC11 (GGR Covepi Renda) movimentou R$ 1,42 milhão e avançou 0,40%, enquanto CPTS11 (Capitania Securities II) somou R$ 1,14 milhão e recuou 0,53%. Entre os mais líquidos, MXRF11 registrou R$ 1,12 milhão e queda de 0,51%, e CPSH11, R$ 1,06 milhão, com baixa de 0,50%.
CACR11 sobe 4,74%
O CACR11 (AF Invest Recebíveis Imobiliários) figurou entre as maiores altas do dia, com valorização de 4,74% e fechamento a R$ 22,15. O desempenho reforça o apetite por ativos de recebíveis em momentos de juros em transição, ainda que seletivo e sensível à qualidade das carteiras.
Na ponta oposta, CCME11 (Canuma Capital Multiestratégia) recuou 2,68%, encerrando a R$ 8,70. A queda indica maior discriminação do mercado em estratégias multiestratégia com maior risco percebido e menor previsibilidade de rendimentos, em linha com a rotação tática observada na semana.
Em síntese, o IFIX mostrou fôlego na sessão, mas manteve sinal amarelo no curto prazo, combinando recuperação intradiária com perda acumulada na semana. Para a próxima, o foco segue em fluxo, dividendos e leituras de inflação, fatores que podem redefinir o apetite por risco nos FIIs.