SNCI11 confirma R$ 1,00 por cota e vira credor líquido

O fundo imobiliário SNCI11 confirmou a distribuição de R$ 1,00 por cota referente a março, alinhada às estimativas já divulgadas para o segundo trimestre de 2026. A administração reforçou a orientação de pagamentos entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota no período de abril a junho, destacando consistência na política de rendimentos ao cotista. Esse ritmo de proventos se apoia no desempenho operacional recente e no acúmulo de resultados que oferecem colchão para eventuais oscilações.

A performance de março registrou resultado líquido de R$ 4,81 milhões, montante suficiente para sustentar a nova distribuição. Além disso, após o pagamento, o fundo encerrou o mês com resultado acumulado de R$ 0,26 por cota, gerando margem de segurança para manter as distribuições no curto prazo. Esse acúmulo indica disciplina na gestão de caixa e prudência na alocação de recursos.

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No mercado secundário, as cotas apresentaram liquidez média diária próxima de R$ 606 mil, nível compatível com o histórico recente. Esse patamar de negociação contribui para preservar a precificação e a capacidade de entrada e saída dos investidores, um fator relevante para a atratividade do ativo em um ambiente de juros ainda elevados.

Fundo imobiliário SNCI11 conclui desalavancagem e vira credor

A estratégia de redução de endividamento foi concluída em março, com movimentações relevantes na carteira. O SNCI11 realizou cerca de R$ 22,5 milhões em compras e R$ 10,7 milhões em vendas, otimizando o portfólio sem comprometer a geração de caixa recorrente. Em paralelo, houve o pagamento de mais de R$ 12 milhões do CRI AXS e a finalização de aproximadamente R$ 12 milhões em operações compromissadas.

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Como resultado, a alavancagem líquida alcançou -1,35% do patrimônio líquido, posicionando o fundo como credor líquido. Essa virada fortalece o balanço e amplia a flexibilidade para capturar oportunidades de crédito, sobretudo em cenários de volatilidade.

Portfólio mantém posições em tratamento especial

Apesar do avanço operacional, o SNCI11 encerrou março com quatro CRIs em regime especial: AIZ, Vanguarda, RDR e Solar Junior (este último representa cerca de 0,1% do patrimônio). A gestora indicou projeção de recuperabilidade para o CRI Vanguarda, enquanto o CRI RDR segue em processo de recuperação de crédito. O resultado patrimonial foi positivo em 0,05%, demonstrando resiliência mesmo com pressão nas cotas de CRIs diante da abertura da curva de juros.

Com a conclusão da desalavancagem e a confirmação dos proventos, o fundo imobiliário reforça a previsibilidade de rendimentos e a solidez da gestão, fatores que tendem a sustentar o interesse dos investidores no próximo trimestre.

Redação Suno Notícias

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