Western Union (WU) nomeia primeira mulher presidente no Brasil em meio à transformação global

Western Union (WU) escolheu uma nova liderança para sua operação no Brasil em um movimento que vai além de uma simples troca de comando. A companhia nomeou Priscila Nogueira como presidente no país, tornando-a a primeira mulher a ocupar o cargo, em meio a um processo mais amplo de transformação do negócio global.

A decisão acontece no ano em que a empresa completa 175 anos de fundação e tenta reposicionar seu modelo diante de mudanças estruturais no mercado financeiro, especialmente com o avanço de soluções digitais e novos concorrentes.

Executiva assume presidência após liderar operação e ampliar escopo regional

Priscila Nogueira construiu toda a sua trajetória profissional dentro da Western Union, onde atua há cerca de duas décadas. Ao longo desse período, acumulou experiências em diferentes áreas e mercados, até assumir posições de liderança na América Latina.

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Antes de ser efetivada, a executiva já vinha atuando como presidente interina da operação brasileira, após a saída de Ricardo Amaral para a concorrente Wise, conduzindo a transição de liderança em um momento relevante para a companhia.

Priscila Nogueira, presidenta da Wester Union no Brasil

Além da presidência no Brasil, Priscila também passa a responder por outros mercados da região, acumulando responsabilidades estratégicas em países da América Latina, o que amplia o peso da sua nomeação dentro da estrutura global da companhia.

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A nomeação também tem caráter simbólico. Ela se torna a primeira mulher a liderar a operação brasileira da empresa, em um setor ainda marcado pela baixa presença feminina nos cargos mais altos.

Pressão no negócio tradicional e avanço digital

A mudança de comando ocorre enquanto a empresa tenta equilibrar crescimento em novas frentes com desafios no modelo tradicional. No quarto trimestre de 2025, a companhia reportou receita de US$ 1,0 bilhão, queda de 5% na comparação anual, refletindo principalmente a desaceleração do negócio físico nas Américas .

Por outro lado, o avanço digital segue como principal vetor de crescimento. As receitas do segmento digital cresceram 7%, com aumento de 13% no número de transações, enquanto a área de Consumer Services avançou 15% no período .

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Esse movimento evidencia uma mudança estrutural no modelo da empresa, que tenta reduzir a dependência das remessas tradicionais diante da crescente concorrência de fintechs e plataformas digitais.

Western Union (WU) tenta sustentar rentabilidade em meio à transição

Apesar da pressão sobre as receitas, a companhia mantém níveis relevantes de rentabilidade. As margens operacionais seguem próximas de 20%, enquanto a empresa retornou mais de US$ 500 milhões aos acionistas em 2025, entre dividendos e recompra de ações .

No relatório de resultados, o CEO global Devin McGranahan destacou que “apesar de um ambiente desafiador em 2025, entregamos progresso relevante no negócio”, citando a expansão das soluções digitais e a evolução do modelo operacional .

Nesse contexto, a Western Union (WU) combina uma mudança histórica de liderança no Brasil com um momento delicado de transição global, em que precisa provar ao mercado que consegue crescer além do seu negócio tradicional enquanto sustenta rentabilidade.

Redação Suno Notícias

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