Ibovespa perde fôlego mesmo com Petrobras (PETR4) e fecha levemente no vermelho

Depois de ter encerrado a véspera pela primeira vez acima dos 186 mil pontos, o Ibovespa tentou emendar mais um recorde nesta terça-feira (10), mas acabou ficando no quase. O índice oscilou bastante ao longo do dia, chegou a renovar máximas intradiárias, mas perdeu força na reta final e fechou em leve queda de 0,17%, aos 185.929,33 pontos. O giro financeiro somou R$ 28,2 bilhões.

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Ainda assim, o desempenho segue robusto: na semana, o Ibovespa sobe 1,63%; no mês, acumula alta de 2,52%; e, no ano, avança 15,39%. Entre a mínima e a máxima da sessão, o índice variou de 185.083,14 a 186.959,29 pontos.

Cotação do dólar hoje

O dólar apresentou leve alta no mercado doméstico, refletindo um dia de maior cautela global e realização de lucros após o fluxo forte para emergentes.

Fechamento das bolsas americanas:

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  • Dow Jones: 38.574,11 pontos (+0,10%)
  • S&P 500: 5.078,65 pontos (-0,33%)
  • Nasdaq: 15.939,59 pontos (-0,59%)

Maiores altas e baixas

A sessão foi marcada por rotação setorial. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4) chegaram a reagir no fim do pregão, mas fecharam perto da estabilidade, sem força suficiente para puxar o índice. O setor financeiro perdeu tração ao longo do dia, com movimentos mistos em Itaú (ITUB4)Bradesco (BBDC3; BBDC4) e Santander (SANB11).

Na ponta positiva do Ibovespa, destaque para Braskem (BRKM5)MRV (MRVE3) e Rumo (RAIL3). Já entre as maiores quedas apareceram Eneva (ENEV3)Raízen (RAIZ4) e CSN (CSNA3).

Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o mercado passa por um momento de exaustão após a forte valorização recente. Segundo ele, a realização de lucros no setor financeiro, somada ao recuo de papéis como Petrobras e Vale, contribuiu para o dia mais fraco. O ambiente externo também pesou, com bolsas americanas pressionadas pelo setor de tecnologia e aumento da aversão a risco.

Assim, o Ibovespa entra em compasso de espera, com investidores atentos aos próximos dados de inflação e emprego nos Estados Unidos e à evolução do cenário doméstico, que segue sendo determinante para o fluxo estrangeiro e para a trajetória do índice.

Com Estadão Conteúdo

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Maíra Telles

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