KNIP11 reduz resultado em dezembro e reforça carteira de CRIs

O KNIP11 encerrou dezembro com resultado de R$ 53,7 milhões, abaixo dos R$ 58 milhões de novembro, refletindo a dinâmica de indexadores e o calendário de repasses dos CRIs. A principal fonte de receita seguiu sendo os Certificados de Recebíveis Imobiliários, que somaram R$ 56,7 milhões no mês, enquanto os instrumentos de caixa adicionaram R$ 3,6 milhões ao desempenho.

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As despesas totais do fundo KNIP11 atingiram R$ 6,6 milhões no período. Segundo a administração, os CRIs atrelados à inflação carregam atraso na incorporação das variações dos índices oficiais, o que explica a leitura mais fraca no fechamento do ano. Em dezembro, os pagamentos programados para janeiro refletiram majoritariamente o IPCA de outubro (0,09%) e novembro (0,18%).

Com esse defasagem, os baixos índices de inflação comprimiram os rendimentos do KNIP11 no mês. As projeções mais recentes indicam IPCA de 0,34% para dezembro, sinalizando alguma normalização à frente. Para horizonte mais longo, o Boletim Focus aponta expectativas medianas de 4,43% ao ano para 2025 e 4,17% ao ano para 2026.

Proventos e composição do KNIP11

O fundo imobiliário KNIP11 distribuiu R$ 56,1 milhões em proventos, equivalentes a R$ 0,70 por cota. Considerando a cota média de entrada de R$ 102,96, a rentabilidade mensal foi de 0,68%, isenta de IR para pessoas físicas. Esse retorno corresponde a cerca de 56% da taxa DI do período, ou 66% do CDI ao considerar o gross-up na alíquota de 15%.

Ao longo do mês, o fundo alocou R$ 138,1 milhões em novas operações de crédito imobiliário. Destaca-se uma tranche sênior estruturada pela Creditas, de R$ 94,6 milhões, com remuneração de IPCA + 9,83% ao ano. Houve ainda investimento de R$ 6,0 milhões em carteira pró-soluto de incorporadora listada, a IPCA + 9,90% ao ano.

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Posição patrimonial em dezembro

O portfólio foi reforçado com R$ 37,5 milhões em operação vinculada ao grupo Brasol, com taxa de IPCA + 9,10% ao ano. Essas alocações mantêm o foco em crédito corporativo com garantias e spreads atrativos, visando preservar o carrego real da carteira ao longo do ciclo.

No fechamento do mês, o KNIP11 apresentava 103,1% do patrimônio alocado em ativos-alvo e 7,4% em caixa, evidenciando gestão ativa de liquidez. A carteira de CRIs, na média de mercado, rendia IPCA + 10,32% ao ano, com duration de 3,8 anos, perfil compatível com a estratégia de geração de renda real.

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Redação Suno Notícias

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