5G: apenas 28 cidades no país estão aptas a receber tecnologia

5G: apenas 28 cidades no país estão aptas a receber tecnologia
5G. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil

O leilão do 5G já tem empresas vencedoras. Mas a tecnologia ainda encontra barreiras para ser implementada no Brasil. Segundo o levantamento feito pela Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), apenas 28 municípios (dos mais de 5,5 mil) possuem legislação adequada para a instalação de antenas 5G.

Entre os municípios aptos, 14 estão no Estado do Rio de Janeiro, enquanto outros 7 são capitais — que precisam correr contra o tempo, uma vez que a estreia do 5G  nas capitais está prevista para julho do ano que vem. Mas há a perspectiva de que entraves legislativos atrapalhem principalmente as cidades do interior, levando-se em consideração que muitas não possuem legislação adequada nem mesmo para antenas 4G.

Os municípios correm para atualizar sua legislação, com o exemplo da região fluminense, que aprovou em 2020 um programa de incentivo à conectividade, usado agora como base em muitas cidades. Da mesma forma, as empresas que ganharam direito de oferta no leilão do 5G disputam para saber quem será a primeira a oferecer a nova tecnologia.

O presidente da Algar Telecom, Jean Carlos Borges, disse que quer oferecer a nova tecnologia o mais rápido possível. A empresa, com forte presença no triângulo mineiro, arrematou sete blocos em três frequências. Como ainda é preciso “limpar” a faixa de 3,5 GHz (principal do 5G), para evitar interferências dos canais transmitidos por antenas parabólicas, a expectativa da empresa é de começar a oferecer o serviço na faixa de 2,3 GHz. “Faremos de tudo para que isso ocorra ainda neste ano.”

Responsável por alguns dos lances mais agressivos do leilão, a Claro também quer liderar a corrida do 5G. “Já temos algo engatilhado”, afirmou o presidente da Claro, José Félix. Assim como a Algar, a Claro vê na faixa de 2,3 GHz a chance de se antecipar aos concorrentes.

A TIM (TIMS3) aposta na faixa de 3,5 GHz para lançar o 5G, e diz aguardar a conclusão da limpeza da faixa para oferecer o serviço. “Uma vez que a faixa estiver liberada, o 5G estará no ar. Do ponto de vista industrial, está tudo pronto”, disse o vice-presidente Assuntos Regulatórios e Institucionais da TIM, Mario Girassole.

A Vivo (VIVT3), que comprou quatro blocos na faixa de 2,3 GHz e dois na de 3,5 GHz, concentrou seu interesse na ampliação da oferta de serviços no Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Em nota, também fala em acelerar o serviço.

Cronograma de implantação do 5G vai até 2029

O leilão do 5G, arrecadou R$ 47,2 bilhões, valor abaixo dos R$ 50 bilhões previsto inicialmente pelo governo federal, pois nem todos os lotes foram arrematados, informou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) após o encerramento da análise das propostas.

De acordo com o órgão, ainda assim, considerando as faixas contratadas no leilão do 5G, houve ágio de R$ 5 bilhões, cerca de 12%.

Do valor total arrecadado no leilão do 5G, R$ 7,4 bilhões (incluído o ágio de R$ 5 bilhões) serão destinados a outorgas para o governo. O restante será utilizado pelas empresas vencedoras em compromissos definidos em edital. O objetivo dessas contrapartidas é garantir investimentos no setor para sanar as deficiências de infraestrutura, modernizar as tecnologias de redes e massificar o acesso a serviços de telecomunicações do país.

Dentre os compromissos, está previsto o atendimento com tecnologia 5G para os municípios com mais de 30 mil habitantes. Conforme informado anteriormente, o 5G deverá começar a ser oferecido nas capitais e no Distrito Federal pelas vencedoras do leilão antes de 31 de julho de 2022, e haverá um cronograma de implantação para as demais cidades até 2029.

Bruno Galvão

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