Luis Stuhlberger Luis Stuhlberger

Luis Stuhlberger

Perfil de Luis Stuhlberger
Nome Completo Luis Stuhlberger
Nascimento 1955
Local de Nascimento São Paulo (SP)
Filhos 3
Nacionalidade Brasileiro
Formação Escola Politécnica da USP em engenharia civil
Ocupação Gestor de investimentos
Conhecido Como Luis Stuhlberger
Estado Civil Casado
Redes Sociais Linkedin

Biografia de Luis Stuhlberger

Quem é Luis Stuhlberger?

Luis Stuhlberger é considerado um dos maiores gestores de fundos do país. Ele é gestor do Fundo Verde, além de CEO e CIO da Verde Asset.

​Os fundos de investimento, no caso onde Luis Stuhlberger está inserido, apesar de parecerem à primeira vista complicados, são, na verdade, bastante simples em sua filosofia de investimento.

Os fundos podem oferecer aos investidores uma série de benefícios, como diversificação, gestão profissional do dinheiro, economias de escala, transparência e liquidez. Mas no caso do fundo de Luis Stuhlberger, o que chamou a atenção ao longo da história foi a rentabilidade.

Biografia de Luis Stuhlberger

Luis Stuhlberger
Foto: Divulgação/Verde Asset Managment

Dentro tanto nomes no mundo dos investimentos, que atuam como gestores de fundos, é possível que nenhum tome o lugar de destaque que Luis Stuhlberger possui. O gestor rendeu aos seus investidores surpreendentes 18.601%, em que o patrimônio sob a gestão de Luis Stuhlberger em seu fundo encontra-se estimado em R$ 49 bilhões.

Stuhlberger nasceu em São Paulo em meados de 1955, tendo um currículo acadêmico invejável. Sempre foi um dos melhores alunos nas escolas que frequentou. Após se formar no Colégio Bandeirantes, decidiu seguir os passos do pai e, em 1977, formou-se na Escola Politécnica da USP em engenharia civil.

Logo após a formatura, Stuhlberger percebeu que sua carreira de engenheiro não era adequada para ele. Sendo assim, ele fez o curso de administração na Faculdade Getúlio Vargas (FGV), o que mudou seu futuro para sempre.

Luis Stuhlberger é judeu, assim como seu pai e seu avô, que vieram da Polônia para São Paulo em 1929. Ele é casado com Lilian e tem 3 filhas, Diana, Renata e Beatrice. Seu pai, David Stuhlberger foi sócio de uma construtora, que posteriormente ingressou em um grupo que detinha a indústria petroquímica e bancos, onde Louis iniciou sua carreira.

Trajetória profissional de Luis Stuhlberger

Luis Stuhlberger
Foto: Reprodução/YouTube

Seu início no mercado financeiro começou em 1980, através da venda do banco Expansão, onde trabalhava. Esta situação levou Louis a trabalhar para a corretora Hedging-Griffo, atuando como operador de mercado futuro e de commodities.

Dois anos depois, em 1982, quando o Brasil enfrentava uma crise comprovada pela  dívida externa, Stuhlberger decidiu trabalhar no mercado de ouro. Até então, o ouro um dos poucos ativos fortes, Luis acreditava ser o momento certo, considerando o grande potencial exploratório.

O mercado de ouro foi muito importante para o desenvolvimento de Luis Stuhlberger e da Hedging-Griffo até o governo Collor, quando o presidente abriu a economia. Nesse momento, o ouro perdeu seu valor. Até este momento, o desempenho de Stuhlberger foi tão relevante, que o Banco Central pediu-lhe para atuar como representante da agência perante os operadores de ouro.

Como resultado de sua atuação deslumbrante no mercado de capitais, em 1985, Stuhlberger se tornou diretor da corretora de valores. Além disso, em 1992, quando a corretora Hedging-Griffo estava se adaptando ao mercado emergente brasileiro, houve a abertura de novas áreas.

Entre elas a assessoria financeira para clientes de alta renda e fundos de investimento. Assim, Stuhlberger foi para sua área mais específica, ou seja, administradores de fundos. Ele tem objetivo de construir e implementar todas as operações.

Criação do fundo verde do Luis Stuhlberger

Em 1997, aos 42 anos, Luis Stuhlberger decidiu criar um fundo. Na época, ele estava preocupado em não alcançar bons resultados para o fundo, nem esperava atrair a confiança de potenciais investidores no fundo, tendo em vista que a Griffo era apenas uma corretora, não um banco.

Desse modo, um plano de incentivo de gestoras da BM&F garantiu R$ 500 mil para o fundo. Em conjunto com alguns outros clientes, começaram com um patrimônio de R$ 1 milhão realizando serviços de custódia e liquidação financeira terceirizados para o Itaú. Nesse momento, foi dado início ao Fundo Multimercado Verde.

Segundo o próprio Stuhlberger a inspiração do nome “Verde” veio dos commodities, onde iniciou sua carreira, nas cores do dólar e do Palmeiras, seu time do coração. O investimento mínimo é de 5.000 reais, onde o capital era investido em ações, moedas estrangeiras, juros e outros diversos contratos futuros.

Para ilustrar o tamanho do sucesso do fundo Verde do luis stuhlberger, é importante analisar a rentabilidade acumulada desde a sua constituição. Assim, desde 1997, o fundo atingiu um crescimento surpreendente de 18.700%.

Luis Stuhlberger e a crise da Ásia

Apesar de Luis Stuhlberger, na época, já ser um renomado gestor de fundos, seu primeiro grande lucro ainda estava por vir. Mais precisamente, isso ocorria durante a crise financeira asiática de 1997.

Embora a maioria dos mercados apostasse que a economia brasileira iria se estabilizar, Stuhlberger tomou o lado oposto. Ele apostou que as taxas de juros iriam subir. Sua previsão se concretizou e os juros não apenas aumentaram, como mais do que dobraram naquele ano, indo de +19% para +40%.

Como resultado, o fundo encerrou com um retorno de 29% no primeiro ano. Isso então aumentou a fortuna do Luis Stuhlberger,  sob a gestão da Verde.

Maxidesvalorização do Real

De 1998 até a virada de 1999, Stuhlberger entrou para a história na gestão do fundo Verde. Antes de ir para Iguaçu e Buenos Aires com suas filhas, ele estava preocupado com a situação econômica do Brasil,  acreditando que a paridade entre o real e o dólar americano não era mais sustentável.

Desse modo,  Stuhlberger  decidiu fazer um grande investimento em dólares para proteger o patrimônio da Verde. Em 13 de janeiro de 1999, Luis foi informado que Gustavo Franco, presidente do Banco Central, havia sido destituído.

Com uma maior desvalorização do real, o dólar americano subiu de R$ 1,20 para R$ 2,00 em um mês. Além disso, Stuhlberger instruiu ao fundo, comprar ações de empresas exportadoras, tendo em vista o aumento das exportações à medida que a depreciação real e seus estoques cresciam.

Em 1999, o Fundo de Investimento Verde fechou com uma rentabilidade de 125%. Até aquele ano, o fundo que detinha apenas R$ 5 milhões, dobrou de patrimônio. O grande desempenho de Stuhlberger serviu ainda para atrair mais investidores, arrecadar mais recursos e aumentar o seu time.

Eleições de 2002

No início deste ano, enquanto as campanhas apontavam José Serra como o provável candidato à eleição para presidente da república, Stuhlberger viu a oportunidade de investir em estruturas de juros e câmbio que trariam resultados positivos caso a disputa eleitoral se acirrasse.

A situação que até então era tranquila, esperada a vitória de José Serra, se alterou, quando as chances de Lula ganhar cresceram subitamente em junho, causando um enorme alvoroço no mercado financeiro.

Como resultado, o dólar alcançou o patamar dos R$ 4,00, a bolsa caiu e o fundo da Verde subiu 48% naquele ano. Além da prudência nas medidas protetivas propostas pelo gestor no início de 2002, ao longo de 2003, Stuhlberger apostou “ousadamente” em um governo que a maioria das pessoas acreditava desconfiar.

A mesma situação aconteceu de modo inverso, após Stuhlberger se encontrar com Aloizio Mercadante, um dos fundadores do PT, decidindo que já era hora de comprar ações, consenso contrário ao mercado, que naquele momento apostava na crise.

O gestor do fundo Verde levou a melhor novamente, quando a bolsa de valores brasileira subiu 100% no primeiro ano de governo do PT, fazendo o fundo ganhar muito dinheiro com títulos comprados a preços baixos.

Frases de Luis Stuhlberger

Com a leitura do livro “Fora da Curva”, com passagens de Stuhlberger, pode-se perceber algumas das características que o gestor julga serem essenciais para um investidor de valor. Uma delas é a paciência.

“Às vezes, o investimento em ações é como uma estrada acidentada. As empresas são boas, mas há solavancos. O investidor não pode desistir no meio do caminho.”

“Não dá para estar sempre no mercado. Às vezes é preciso esperar a oportunidade. As grandes oportunidades acontecem poucas vezes na vida.”

Além disso, em trechos de sua entrevista para a revista Piauí, Stuhlberger revela outra característica importante, a disciplina.

“Eu sou muito disciplinado nos meus estudos, leio uma quantidade absurda de relatórios e depois tiro minhas conclusões.”

“Todas as minhas decisões são bem embasadas. Acho que meu negócio dá certo porque sou o gestor mais covarde que existe. Morro de medo de perder o dinheiro dos outros. E o meu também.”

“Acho que nesse mercado existe muita ganância. E também muita gente jovem que nunca viu uma crise. Isso faz as pessoas tomarem riscos desnecessários. Isso eu não faço nunca.”

Percebe-se em seu depoimento que ele está totalmente preparado, tanto intelectualmente, quanto psicologicamente, para tomar a decisão certa nos investimentos, assim como fez desde o início.

O sucesso de Luis Stuhlberger

O maior gestor de fundos do Brasil disse em entrevista, que sempre acreditou que não seria nada na vida. Onde a única coisa que ele tinha a fornecer era seu currículo, se considerando um “zero à esquerda”.

É possível afirmar com certeza que a ideia do gestor do fundo Verde estava errada e, por sua preparação e postura, ele se tornou o maior gestor de fundos do Brasil. Em suma, no mercado financeiro brasileiro, Luis Stuhlberger é uma das pessoas mais indicadas para se inspirar e absorver seus ensinamentos, operando com disciplina e gestão de risco.

O que achou da trajetória de vida de Luis Stuhlberger? Deixe nos comentários a parte que mais chamou sua atenção.

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