Biografia de Claudia Sender
Quem é Claudia Sender
Claudia Sender, ex-vice-presidente sênior da Latam no Brasil, atualmente atua como conselheira de administração em grandes corporações como Telefônica, LafargeHolcim, Embraer e Gerdau. É conhecida por ter sido a primeira mulher a estar em uma posição de alto escalão em companhias áreas no país e seu nome já figurou em listas como a da Forbes, destacando-se entre as mulheres mais poderosas do Brasil.
Claudia Sender possui formação em engenharia química pela Universidade de São Paulo – USP e MBA pela Harvard Business School, nos Estado Unidos.
Seu primeiro emprego foi estagiando como consultora da Bain & Company, em 1998.
Antes de chegar à Latam, empresa em que teve maior destaque, Claudia já havia sido vice-presidente de marketing na companhia de eletrodomésticos Whirlpool, grupo que é dono de marcas como Consul e Brastemp.
No final de 2011, Sender foi contratada para ser vice-presidente comercial e de marketing da Tam.
Em junho de 2012, foi concluída a fusão da TAM com a LAN. Surgia assim a holding Latam Airlines.
No início de 2013, Claudia foi nomeada como diretora da Latam. Dois anos mais tarde ela também assumiu a posição de diretora da TAM S/A.
Em julho de 2019, ela deixou a companhia e passou a focar na sua atuação como membro do conselhos da Estácio (onde ficou até 2021), LafargeHolcim e Gerdau. Mais tarde, entre 2020 e 2021, também passou a integrar os conselhos de Telefônica e Embraer.
Carreira de Claudia Sender

Claudia Sender Ramirez nasceu na cidade de São Paulo em 1976.
Aos 18 anos, em 1994, ingressou na USP. Em 1998 ela se graduou como engenheira química.
Pós termino da faculdade, Sender entrou para Bain & Company. A executiva trabalhou durante 7 anos na empresa, de 1998 até o início de 2005.
Também nesse período, de 2000 a 2002, Claudia fez MBA em Harvard.
Em fevereiro de 2005 a engenheira de formação foi contratada para ser responsável pelo marketing da Whirlpool, uma das maiores empresas de eletrodomésticos do Brasil.
Sender se manteve na empresa durante seis anos, quando, em dezembro de 2011, migrou para o setor aéreo ao assumir a posição de vice-presidente comercia e de marketing da Tam, cargo no qual não ficou por muito tempo.
Em maio de 2013, Claudia se tornou CEO da holding Latam no Brasil, fruto da fusão entre TAM e LAN. Em 2017, se tornou vice-presidente sênior do grupo, antes de deixá-lo em 2019.
Sob sua gestão, o grupo enfrentou os efeitos que a crise econômica do país causou no setor da aviação.
A mandatária foi uma das maiores defensoras da desburocratização do setor, alegando que tal medida contribuiria para que as empresas do ramo conseguissem oferecer saídas alternativas para enfrentar tal cenário.
Outra marca de sua gestão foi a atenção da companhia ao universo digital.
Seu principal objetivo foi o de que qualquer serviço prestado pela empresa fosse acessível ao passageiro pelo celular, algo que geraria comodidade e praticidade ao seu cliente.
Não à toa, a estratégia de crescimento da companhia esteve diretamente relacionado aos investimentos feitos no campo digital.
Em 2013, Claudia se tornou presidente da TAM S/A. No início de 2017 ela também assumiu o cargo de vice-presidente sênior da área de clientes da empresa no mundo
Claudia Sender e a OPA da Multiplus
A Latam, da qual Claudia Sender foi uma das principais executivas, anunciou em 2018 o fechamento de capital da Multiplus, responsável pelo programa de fidelidade da empresa. A decisão veio depois de o presidente da Multiplus, Roberto José Maris de Medeiros, ter negado diversas vezes essa possibilidade, levando os minoritários a também descartarem o assunto.
Justamente por isso, os minoritários foram pegos de surpresa. Sabendo do valor da Multiplus, uma empresa lucrativa e pagadora de dividendos, a Latam aproveitou-se da conjuntura do mercado em um momento de eleições e de juros baixos (que prejudicam a receita financeira da Multiplus e, consequentemente, suas ações) para anunciar a OPA. Com isso, o valor de mercado da empresa à época estava abaixo da média história e muito abaixo do seu valor real.
Por encerrar, a empresa anunciou o fim do contrato entre Latam e Multiplus com antecedência de 10 anos, o que piorou o valuation futuro da empresa feito pelo modelo DCF. Com ciência de todos esses fatos, Claudia Sender foi uma das responsáveis pelo que ficará conhecido na história da bolsa de valores como o “escândalo da OPA da Multiplus”