Receita do XPML11 supera R$ 66 milhões em junho; confira os números

O fundo imobiliário XP Malls (XPML11) apurou resultado de R$ 53,936 milhões em junho, ligeiramente abaixo do mês anterior. A linha veio de receitas de R$ 66,125 milhões e despesas de R$ 12,188 milhões no período.

Desse montante, o fundo distribuiu R$ 59,163 milhões aos cotistas, o que corresponde a R$ 0,92 por cota. O pagamento dos dividendos ocorreu em 24 de julho, para quem detinha o papel na data do anúncio.

Desde julho de 2025, os dividendos do XPML11 se mantêm nesse patamar mês a mês, conforme o histórico. Para os próximos meses, a gestão projeta intervalo entre R$ 0,83 e R$ 0,92 por cota de julho a dezembro de 2026, com possibilidade de ajustes em função dos resultados e das condições de mercado.

O fundo também carrega resultado acumulado não distribuído. As estruturas de XP Malls, Omni Malls e Neomall — estas duas últimas sob controle integral do FII — encerraram junho com cerca de R$ 2,35 por cota reservados.

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Portfólio do XPML11 e exposição geográfica

O XPML11 é detentor de participações em 26 shopping centers no país. Em conjunto, os empreendimentos somam aproximadamente 1,14 milhão de metros quadrados de Área Bruta Locável e mais de 5,2 mil lojas.

Como o fundo detém fatias de cada ativo, a ABL proporcional ao XPML11 é de cerca de 274 mil metros quadrados. A exposição regional é concentrada no Sudeste, com 72% da ABL, seguida por Nordeste (16%), Sul (9%) e Norte (3%).

A gestão distribui o portfólio entre diferentes operadores. A SYN lidera com 21% da ABL, à frente de Allos (17%), Iguatemi (16%), JHSF (10%) e Alqia (8%). Em classe de ativo, imóveis representam 94,7% da carteira, enquanto caixa corresponde a 3,2%, outros FIIs a 1,5% e um CRI conversível a 0,6%.

Movimentações recentes do XPML11

Em maio de 2026, o XPML11 vendeu 30% do Shops Jardins. O movimento sucedeu aquisições em março, quando o FII ingressou ou reforçou posições em cinco shoppings: 23,96% do Iguatemi Ribeirão Preto, 18% do Iguatemi Rio Preto, 9% do Pátio Higienópolis, 9% do Iguatemi Alphaville e mais 7% do Praia de Belas.

No fim de 2025, o fundo já havia ampliado a fatia no Praia de Belas e ingressado no Metrô Tatuapé, no Metrô Boulevard Tatuapé e no Iguatemi Bosque. Em dezembro, se desfez de participações em nove empreendimentos, entre eles Tietê Plaza, Campinas Shopping, Grand Plaza e Shopping Bela Vista.

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Segundo a gestão, a diretriz é concentrar capital em ativos dominantes em suas praças, com trabalho contínuo no mix de lojas e no relacionamento com os lojistas.

Indicadores e passivos do XPML11

A vacância média fechou junho em 4,9% da ABL, acima da média do ano de 4,1%, e a inadimplência líquida ficou em 2,4%. O custo de ocupação dos lojistas atingiu 11,8%, enquanto os descontos representaram 3,3% do faturamento.

As vendas nas mesmas lojas recuaram 1,6% na comparação anual. Já os aluguéis das mesmas lojas avançaram 2,2%, indicando consumo mais contido, quadro que a gestão afirma enfrentar com ajustes de mix e foco em experiência.

O fundo mantém obrigações de aquisições anteriores. A próxima parcela, de R$ 40,1 milhões referente ao portfólio Capitânia, vence em outubro de 2026. Para 2027, estão previstos R$ 179 milhões da segunda parcela do portfólio Allos, R$ 63,3 milhões do portfólio Iguatemi, R$ 42,6 milhões do Pátio Higienópolis e R$ 40,1 milhões do portfólio Capitânia. A parcela da Allos pode ser adiada por mais um ano, com correção, conforme os compromissos do XPML11.

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Redação Suno Notícias

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