WEG (WEGE3): JPMorgan rebaixa recomendação após resultados do 4T25
Após a divulgação do balanço de resultados do quarto trimestre de 2025, as ações da WEG (WEGE3) estão operando em queda nesta quinta-feira (26). Por volta das 17h, os papéis da companhia recuam 1,93%, a R$ 49,31. No momento de maior queda do dia, os ativos chegaram a recuar mais de 3%.
Nos três últimos meses de 2025, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 1,588 bilhão, queda de 6,3% na comparação anual. Já o lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou em R$ 2,292 bilhões, recuo de 4% ante o mesmo período do ano anterior.
Os números vieram levemente abaixo das projeções dos analistas. A mediana consultada pela LSEG projetou um lucro de R$ 1,61 bilhão para os três últimos meses do ano, enquanto a estimativa para o Ebitda era de R$ 2,25 bilhões.
Após a divulgação dos resultados, o JPMorgan divulgou um novo relatório rebaixando a recomendação para os papéis da companhia de compra para neutra. Além disso, o preço-alvo passou de R$ 50 para R$ 49.
Por que o JPMorgan rebaixou a recomendação das ações da Weg (WEGE3)?
No relatório, os analistas ressaltaram que a decisão reflete não apenas os números do 4T25, mas também uma revisão de premissas macroeconômicas no modelo, especialmente a incorporação de um real mais apreciado do que o esperado, a R$ 5,40 no fim de 2026.
Segundo o banco, a WEG é uma companhia de perfil defensivo, com forte exposição internacional. Nesse contexto, um câmbio mais valorizado tende a reduzir a conversão das receitas externas para reais e pode limitar a expansão das margens, o que diminui o potencial de revisões positivas de lucro no curto prazo.
Além disso, o JPMorgan avalia que o valuation atual já embute uma recuperação relevante do desempenho operacional. Na visão dos analistas, o preço das ações precifica um retorno ao crescimento de receita em patamares de dois dígitos no longo prazo, em torno de 15%, com aceleração para 18% em 2027 e 16% em 2028, além de margens estáveis.
“Apesar do rebaixamento, continuamos vendo a WEG como uma empresa de alta qualidade, com diversas avenidas de crescimento”, disseram os analistas.
Ainda assim, para o JPMorgan, as ações WEGE3 não são o melhor veículo para capturar possíveis eventos macroeconômicos no Brasil, como um ciclo de afrouxamento monetário ou movimentos ligados ao calendário eleitoral, dado o perfil mais globalizado da empresa.