VRTA11 lucra R$ 9,6 mi e mantém guidance apesar dos juros

O VRTA11 reportou resultado líquido de R$ 9,6 milhões em janeiro, mantendo a estratégia concentrada em CRIs atrelados à inflação e ao CDI. No mês, distribuiu R$ 0,85 por cota, alinhado ao guidance. A administração reiterou a projeção de proventos entre R$ 0,80 e R$ 0,90 por cota para o primeiro semestre de 2026, reforçando disciplina mesmo com a volatilidade recente no secundário.

A pressão de juros elevados segue afetando os FIIs, e a gestão atribui a esse fator a correção nas cotações do VRTA11. Ainda assim, o fundo sustenta política de alocação prudente e seletiva, priorizando emissões com garantias robustas e spreads compatíveis com o risco. Essa abordagem busca preservar o fluxo de caixa e a capacidade de distribuição.

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Em janeiro, a cota encerrou a R$ 80,00, resultando em dividend yield mensal de 1,06%, equivalente a cerca de 107% do CDI com gross up de 15%. O P/VP terminou em 0,94x, indicando negociação abaixo do valor patrimonial. Segundo a administração, esse desconto amplia o retorno implícito e pode gerar assimetria favorável ao investidor de longo prazo.

O caixa somou R$ 30,6 milhões (2,3% do PL), destinado a dividendos e a novas operações em pipeline. A carteira segue majoritariamente adimplente, embora alguns ativos permaneçam sob monitoramento com provisão para devedores duvidosos. A aceleração do IPCA em dezembro para 0,33% tende a beneficiar resultados futuros pela indexação dos CRIs, com defasagem de dois a três meses e impacto gradual nas distribuições.

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H2: Perspectivas e carteira do VRTA11

Em alocação, o fundo investiu R$ 1,7 milhão adicional no CRI Guestier e R$ 5,2 milhões no CRI Residence Entreserras, ambos a IPCA + 12,00% ao ano. Concluiu ainda a compra de R$ 11 milhões do CRI Fibra, remunerado a CDI + 3,0% ao ano. Em gestão de passivos, liquidou antecipadamente cerca de R$ 40 milhões em compromissadas reversas, reduzindo o saldo contratado para R$ 20,9 milhões, com vencimento em março de 2026 a CDI + 0,70% ao ano.

A equipe avalia duas operações em estágio avançado, que podem somar aproximadamente R$ 40 milhões no início de 2026. A combinação de desconto patrimonial, yield competitivo e pipeline ativo sustenta a tese, apesar do ambiente de juros altos que segue pesando sobre os FIIs e as cotações do VRTA11.

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Redação Suno Notícias

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