SNME11 anuncia R$ 0,10 por cota e supera IFIX em março
O fundo imobiliário SNME11 anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota referente aos resultados operacionais do período. A data-base foi fixada para 15 de maio de 2026 e o pagamento ocorrerá em 25 de maio. Considerando a cotação de fechamento em R$ 9,53, o rendimento implica um dy mensal próximo de 1,05%, reforçando a atratividade do veículo para investidores de renda.
Além do provento, o SNME11 segue uma abordagem voltada à geração consistente de renda. A estratégia de alocação e rotação de ativos tem buscado capturar descontos no secundário e realizar ganhos táticos, mantendo o foco na preservação de capital e distribuição estável aos cotistas ao longo dos ciclos.
Isenção de Imposto de Renda
Os investidores pessoa física se beneficiam da isenção de Imposto de Renda sobre dividendos dos FIIs listados, e o SNME11 segue esse enquadramento conforme a legislação vigente. Esse diferencial fiscal amplia o retorno líquido do cotista e favorece o acúmulo de renda recorrente no longo prazo.
No mês de março, o veículo registrou resultado contábil de R$ 1,11 milhão, evidenciando resiliência do caixa e suporte aos proventos. A administração também reportou R$ 335 mil em ganhos de capital decorrentes de movimentações estratégicas e alienações efetuadas no período, com ênfase em operações táticas.
SNME11 reforça tese e supera benchmark
O relatório aponta que algumas transações alcançaram taxa interna de retorno (TIR) de 45% ao ano, superando amplamente o desempenho do IFIX no mesmo intervalo. Em um mês desafiador para a indústria, o índice recuou 1,06% diante da abertura da curva real de juros, pressionando grande parte dos fundos listados.
Na direção oposta, o SNME11 entregou retorno patrimonial total de 0,07% em março, mostrando descorrelação e capacidade de defesa do portfólio. Desde setembro de 2023, início das operações, o fundo acumula alfa de 17,56% sobre o IFIX e 4,48% frente ao IPCA + Yield do IMA-B, indicadores que validam a gestão ativa em diferentes cenários.
Em termos de alocação, a equipe aumentou exposição em IRIM11 e CXCO11, aproveitando descontos no mercado secundário. Em paralelo, desinvestiu parcialmente BTHF11 e ITRI11, somando cerca de R$ 160 mil em ganhos e liberando capital. Uma operação de long and short com BRCO11 adicionou R$ 175 mil, compondo os R$ 335 mil totais do mês, e sustentando a tese do fundo imobiliário de retorno ajustado ao risco.