SNID11 mantém R$ 0,13 por cota e eleva guidance para 2026
O fundo imobiliário SNID11 manteve a distribuição de R$ 0,13 por cota referente a fevereiro, consolidando o quarto mês consecutivo no mesmo patamar. O pagamento segue as projeções definidas no início do exercício e ocorre em um ambiente de expectativas de queda da taxa Selic, fator que influencia a precificação de ativos e o apetite por risco no mercado.
Para sustentar esse nível de proventos, a gestão indicou que utilizará ganhos de capital já realizados e ainda não distribuídos. Essa medida busca preservar a previsibilidade aos cotistas, mesmo com a transição do ciclo de juros. A administradora reforçou, em documento oficial, que o atual patamar de distribuições é adequado às condições vigentes da Selic.
Desde o início, o SNID11 acumula retorno total de 66,2% na cotação de mercado, considerando o reinvestimento dos proventos. Pela ótica patrimonial, o desempenho é de 53,8%. Ambos superam, após impostos, indicadores como CDI (36,6%), IMA-B IPCA+ (32,4%), IDA-DI (42,4%) e IDA-IPCA Infraestrutura (44,4%), evidenciando consistência de performance.
Em janeiro, o fundo registrou carrego líquido equivalente a 108,1% do CDI. Com gross-up, o resultado chegou a 139,5% do CDI, aproximadamente CDI + 5,6%. Esses números reforçam a capacidade de geração de caixa, ainda que a dinâmica de mercado exija disciplina de alocação para sustentar retornos ajustados ao risco.
Spreads das debêntures incentivadas se comprimiram cerca de 45 pontos-base no secundário em janeiro, movimento associado à necessidade de fundos de infraestrutura manterem ao menos 85% do patrimônio em ativos incentivados para resguardar isenção tributária. Diante desse quadro, o SNID11 adotou postura mais cautelosa, aguardando janelas mais atrativas para giro de carteira ou novas compras.
O fundo imobiliário também revisou para cima o guidance de rendimentos do primeiro semestre de 2026, agora entre R$ 0,12 e R$ 0,15 por cota. A sinalização indica compromisso com estabilidade e prudência, mesmo com spreads comprimidos e um cenário de juros em ajuste. Para o investidor, a combinação de histórico de superação dos benchmarks, disciplina tática e previsibilidade de distribuição sustenta a tese no médio prazo para o fundo imobiliário.