SNFZ11: o que a nova agroindústria do milho significa para o fundo?

O milho de segunda safra deixou de ser um complemento da produção agrícola brasileira e tornou-se um dos principais vetores do agronegócio. Cultivado após a colheita da soja, o cereal hoje representa cerca de 75% da produção nacional de milho e vem ganhando espaço tanto na segurança alimentar quanto na cadeia de biocombustíveis.

No modelo predominante no país, a sucessão entre soja e milho permite colher duas culturas na mesma área ao longo do ano. Essa prática eleva a produtividade da terra sem exigir a abertura de novas fronteiras agrícolas, otimizando o uso do solo.

Esse arranjo consolidou o milho safrinha como um pilar da expansão do agronegócio. Além de atender ração animal, proteínas e exportações, o cereal passou a ter papel crescente no etanol de milho, segmento que atrai investimentos em diversas regiões do Centro-Oeste.

A ampliação das usinas de etanol de milho também estimula a oferta de coprodutos, como o DDGS, destinado à nutrição animal. Com isso, o grão agrega valor e fortalece cadeias produtivas ligadas à pecuária.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2026/06/Lead-Magnet-01-Dkp_-1420x240-—-LEAD-png.webp

SNFZ11 posicionado em região-chave da safrinha

O avanço desse modelo dialoga diretamente com a estratégia do SNFZ11. O fundo detém propriedades em Gaúcha do Norte, em Mato Grosso, área que concentra a expansão da soja e do milho de segunda safra no país.

As fazendas do portfólio estão inseridas em zonas favorecidas pela dupla safra, com soja no verão e milho no outono e inverno. Essa sucessão intensifica o aproveitamento da terra e sustenta a geração de receita agrícola ao longo do ano.

Mato Grosso segue como o maior produtor de milho do Brasil. Para a safra 2025/26, a produtividade estadual foi estimada em 120,28 sacas por hectare, e a produção pode superar 53 milhões de toneladas, segundo o Sistema Famato. Esses números refletem a força da safrinha e o peso do estado na oferta nacional.

A relevância do milho de segunda safra também se confirma no consumo interno. Além de atender às exportações, o cereal abastece cadeias de proteína animal, a indústria de ração e o mercado de biocombustíveis, o que reduz a dependência exclusiva do comércio internacional.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Para o fundo, a exposição a terras agrícolas em uma das regiões mais produtivas do país reforça a tese de valorização fundiária atrelada ao ganho de produtividade. A combinação entre soja, milho e outras culturas cria condições para capturar os efeitos da expansão do agronegócio em um polo que segue liderando o crescimento da produção.

Milho amplia papel na transição energética

A evolução do etanol de milho vem ampliando o peso do cereal na matriz energética brasileira. Diferentemente de outros modelos, a expansão ocorre majoritariamente sobre áreas já consolidadas, aproveitando a estrutura da segunda safra.

A integração entre agricultura, biocombustíveis e nutrição animal aumenta a competitividade do agronegócio brasileiro e diversifica as fontes de receita ao longo da cadeia. O DDGS, por exemplo, tem demanda consistente da pecuária, o que reforça o encadeamento produtivo.

Nesse contexto, ativos associados à produção agrícola, como as terras do portfólio do fundo, ficam expostos não apenas ao mercado de grãos, mas também a tendências de longo prazo relacionadas à bioenergia, eficiência produtiva e valorização das áreas agrícolas. A dinâmica da safrinha, somada ao crescimento do etanol de milho, sustenta um ciclo de uso intensivo da terra com ganhos de produtividade e maior resiliência da oferta.

Redação Suno Notícias

Compartilhe sua opinião