SNEL11 bate recorde e amplia base a 75 mil cotistas

O fundo imobiliário SNEL11, focado em geração distribuída solar, voltou a ganhar força no mercado secundário, com uma sessão que superou R$ 4 milhões em negociações e sinalizou melhoria consistente de liquidez. O avanço ocorre poucos dias após o recorde histórico: cerca de R$ 17,8 milhões movimentados em um único pregão, o maior volume diário desde o início das operações do fundo na bolsa.

Esse reforço de liquidez acompanha a expansão do veículo após a 4ª emissão de cotas. O patrimônio líquido alcançou aproximadamente R$ 909,3 milhões, consolidando o SNEL11 entre os FIIs de infraestrutura energética com maior capacidade de alocação. A estrutura de capital mais robusta amplia a flexibilidade para originação e execução de projetos.

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A base de investidores também cresceu de forma expressiva. Antes da oferta, eram cerca de 34,5 mil cotistas; recentemente, o total superou 70 mil, e o SNEL11 já atingiu 75 mil participantes, evidenciando o interesse por estratégias temáticas e por ativos com tese vinculada a energia renovável. Esse avanço reforça a confiança do mercado e melhora a profundidade das ordens.

Com maior liquidez, o mercado se beneficia de spreads mais estreitos entre compra e venda, execução mais eficiente de ordens volumosas e maior atratividade para institucionais. Esses participantes buscam previsibilidade nas negociações secundárias e governança consistente, fatores que tendem a reduzir fricções e custos de transação.

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Expansão de portfólio e métricas de retorno do SNEL11

A alocação dos recursos captados impulsionou a carteira. O fundo firmou 20 contratos para aquisição de usinas solares de geração distribuída, somando 87,5 MWp de capacidade instalada em 22 municípios de oito estados, com investimento de R$ 436,2 milhões. A gestão projeta TIR real de 14,44% ao ano, já considerando custos operacionais, patamar competitivo no segmento.

Após o amadurecimento dos ativos, a capacidade geradora pode aumentar em até 195%, sustentada por potencial adicional de 153.460 MWh anuais. Entre os projetos que já completaram o closing estão as UFVs Paramirim, Cruzeiro do Sul, Soleil e Juti, que totalizam 16,9 MWp e reforçam a execução estratégica do portfólio.

A trajetória do SNEL11 desde o lançamento — de cerca de 3 mil para 75 mil cotistas — mostra evolução consistente, alinhada a temas ESG e à busca por previsibilidade de fluxo. Com liquidez ampliada, patrimônio reforçado e pipeline ativo, o fundo consolida sua posição no mercado de FIIs solares.

Redação Suno Notícias

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