SNEL11 paga R$ 0,10 por cota e amplia presença na Bahia

O fundo imobiliário SNEL11, especializado em geração distribuída de energia solar, anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota referente aos resultados de fevereiro. Com base no fechamento de R$ 8,57, o pagamento equivale a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,17%, reforçando a atratividade do veículo para renda recorrente. Para investidores pessoas físicas, os rendimentos seguem isentos de imposto de renda, conforme o padrão dos FIIs listados na B3.

Os proventos serão devidos aos cotistas posicionados até 13 de março de 2026, com pagamento previsto para 25 de março de 2026. A previsibilidade do calendário de distribuição contribui para planejamento financeiro e leitura do fluxo de caixa do SNEL11, especialmente em uma fase de expansão acelerada do portfólio.

Recentemente, o fundo incorporou a UFV Paramirim e marcou presença inicial na Bahia, ampliando a diversificação geográfica e regulatória. A usina, localizada na área de concessão da Coelba (Neoenergia), conta com 5 MW de capacidade instalada (6,72 MWp) e expectativa anual de 12.168 MWh, operando no sistema de energia compensada típico da geração distribuída.

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A produção tem contrato com a NUV Energia até janeiro de 2030, o que dá visibilidade de receitas e reduz volatilidade do fluxo distribuível. Essa estratégia contratual de longo prazo fortalece a capacidade do SNEL11 de manter níveis consistentes de rendimentos, em linha com a tese de renda estável para o cotista.

Em dezembro de 2025, o fundo reportou R$ 9,6 milhões de resultado distribuível, reflexo de aquisições e fortalecimento patrimonial. A 4ª oferta, concluída no 4º trimestre de 2024, levantou R$ 622 milhões e elevou o patrimônio líquido a R$ 909,3 milhões, avanço de cerca de 192% em comparação com junho de 2025, sustentando novas frentes de investimento.

Novos projetos e maior capilaridade regional reforçam a proposta de crescimento do fundo. Contratos com diferentes prazos e contrapartes ajudam a equilibrar risco e retorno, levando em conta sazonalidade, variáveis climáticas e custos operacionais, o que pode contribuir para a resiliência de resultados do SNEL11 ao longo dos ciclos.

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A UFV Paramirim integra um pipeline viabilizado pela recente captação. O fundo firmou 20 acordos para compra de ativos de geração distribuída, somando 87,5 MWp em 22 municípios de oito estados, com investimentos próximos de R$ 436,2 milhões. A gestão projeta TIR real de 14,44% ao ano para a carteira, já considerando custos.

Além de Paramirim, projetos como Cruzeiro do Sul, Soleil e Juti, que totalizam 16,9 MWp, estão em fase de closing. Após a conclusão, o potencial adicional de geração pode atingir 153.460 MWh por ano, incremento estimado de 195% frente ao nível atual do portfólio do SNEL11, consolidando a expansão e a diversificação do fundo.

Redação Suno Notícias

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