RZAT11 salta 68% em janeiro e mantém proventos estáveis
O fundo imobiliário RZAT11 iniciou o ano com forte desempenho, apurando resultado de R$ 3,934 milhões em janeiro, alta de 68,38% frente a dezembro. O avanço decorreu de receitas totais de R$ 4,429 milhões, contrapostas a despesas e taxas de R$ 495,3 mil, refletindo eficiência operacional e maior geração de caixa. A distribuição referente a fevereiro foi de R$ 0,95 por cota, já antecipada no relatório anterior.
Como parte da gestão de liquidez, o fundo mantém reserva de R$ 0,17 por cota em caixa. A administração do fundo imobiliário RZAT11 ressalta que a retenção suaviza oscilações nos resultados distribuíveis, sobretudo em fases de menor variação do IPCA, oferecendo previsibilidade e estabilidade aos proventos mensais.
As projeções dos dividendos do RZAT11 permanecem na faixa recorrente entre R$ 0,95 e R$ 1,05 por cota. Essa banda tende a acompanhar a dinâmica da inflação medida pelo IPCA, dado o indexador predominante dos contratos. A gestão reforça que estimativas podem ser revistas após a divulgação oficial do indicador macroeconômico.
Em estratégia, o fundo busca superar o benchmark de IPCA + 5,0% ao ano por meio de aquisições concentradas e operações estruturadas em imóveis corporativos. O modelo prioriza sale leaseback com empresas que desmobilizam ativos para otimizar capital, preservando ocupação via contratos de longo prazo e cláusulas de reajuste. Essa abordagem visa retorno ajustado ao risco e proteção contra a inflação.
O portfólio do FII RZAT11 é composto por ativos industriais, logísticos e comerciais de setores resilientes. São 10 imóveis locados a nove inquilinos, com taxa contratual média de IPCA + 10,0% ao ano. Adquiridos por R$ 405 milhões, os ativos atingiram valor de mercado estimado em R$ 1,04 bilhão na última avaliação independente, evidenciando ganho de capital.
Em janeiro, o fundo RZAT11 ampliou a exposição com a compra da garagem da Rápido Araguaia, em Goiânia, via sale leaseback com opção de recompra. A aquisição foi concluída por R$ 30 milhões, com desconto de 39% sobre o valor de mercado e retorno-alvo de IPCA + 14,0% ao ano.
Atualmente, 89% do patrimônio está alocado na estratégia principal; o restante permanece em caixa para reciclagem ativa. Segundo a gestão do RZAT11, a posição preserva flexibilidade para capturar contratos mais atrativos, em linha com o nível das NTN-B e o cenário de inflação.