Rumo (RAIL3) começa o ano voando, e BTG vê ação com potencial

Rumo (RAIL3) iniciou 2026 com um ritmo de embarques bem acima do normal para o período, o que reforça a visão de um ano mais previsível em volumes para a maior operadora ferroviária independente da América Latina. Em relatório, o BTG Pactual classifica os dados de janeiro como um “forte começo de ano” e mantém recomendação de compra para o papel.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2026/02/Banner-Materias-01-Dkp-1420x240-Versao-Captura-antecipacao-pre-venda-png.webp

Segundo o banco, a companhia transportou 5,6 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) em janeiro, alta de 55% na comparação anual. Apesar da queda frente a dezembro, o volume é considerado forte para um mês sazonalmente mais fraco.

“O resultado está bem acima do que normalmente se espera para janeiro”, destacam os analistas, ressaltando que o desempenho ajuda a reduzir incertezas sobre a trajetória de volumes ao longo de 2026.

Corredor Norte puxa os volumes da Rumo

O grande destaque foi o Corredor Norte, que respondeu por 4,8 bilhões de TKU, com avanço de 67% ano a ano. O crescimento foi puxado principalmente pelo transporte de grãos, com volumes expressivos de soja, farelo de soja e milho.

O relatório aponta que apenas soja e farelo superaram 2,4 bilhões de TKU no mês, enquanto o milho teve um salto relevante frente ao mesmo período do ano passado. Já o Corredor Sul apresentou desempenho mais estável, com volumes próximos da normalidade histórica para janeiro.

Para o BTG, esse desempenho reforça a leitura de que a Rumo (RAIL3) tem conseguido preservar participação de mercado mesmo após ajustes comerciais recentes. “Vemos este dado de volume como mais uma evidência da resiliência da participação de mercado da Rumo”, escrevem os analistas. 

Volume ajuda, mas foco segue em margens e execução

Apesar da leitura positiva para os embarques, o banco pondera que o mercado ainda deve manter atenção sobre margens, disciplina de capital e eficiência de custos ao longo do ano.

O BTG observa que mudanças na dinâmica de comercialização de grãos, combinadas a estoques mais elevados e câmbio mais fraco, têm deslocado parte das negociações para o fim de 2025 e início de 2026. Ainda assim, o cenário de volumes é visto como favorável.

“Continuidade de tendências positivas de volumes pode ajudar a reduzir o risco da projeção anual”, afirma o banco, citando também a estratégia da companhia de contratar mais volumes em modelo take-or-pay em relação ao ano anterior. 

Com isso, o BTG reiterou recomendação de compra para RAIL3, com preço-alvo de R$ 23, o que representa potencial de valorização relevante frente às cotações atuais.

Maíra Telles

Compartilhe sua opinião