HSML11 vê resultado recuar, enquanto shoppings vendem 9% mais; entenda
O fundo imobiliário HSML11 encerrou maio com resultado de R$ 38,033 milhões, impactado por um gasto não recorrente no período. Na operação, as receitas imobiliárias somaram R$ 106,105 milhões e as despesas totalizaram R$ 14,037 milhões.
Em 30 de junho de 2026, foi anunciada distribuição de R$ 0,75 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 10,5% sobre o valor de mercado.
Os rendimentos do HSML11 permanecem alinhados ao guidance para o encerramento de 2026, entre R$ 0,74 e R$ 0,78 por cota, e são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme a legislação aplicável.
Rendimentos do HSML11 e guidance de 2026
No fechamento do primeiro semestre de 2026, o fundo imobiliário acumulou R$ 0,18 por cota e distribuiu 96,0% do caixa gerado no período. A reserva acumulada terminou junho em R$ 15,5 milhões, ou R$ 0,73 por cota.
O portfólio estava avaliado em R$ 11.362 por metro quadrado ao fim de junho, com cap rate implícito de 11,2%. Para julho, está programado o último pré-pagamento de juros acumulados relativos à venda do Shopping Pátio Maceió, no valor de R$ 26,6 milhões.
Desempenho operacional dos shoppings
Enquanto o resultado contábil recuou, a operação avançou. O NOI cresceu 5% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025, alcançando R$ 105,16 por metro quadrado. O destaque foi o Shopping Via Verde, com alta de 38% e oscilação de 257% nessa linha, equivalente a cerca de R$ 483 mil.
Também superaram o IPCA acumulado de 12 meses o Shopping Granja Vianna, com 9%, e o Shopping Pátio Cianê, com 5%. O Shopping Uberaba foi a exceção, afetado pelas obras de expansão.
O estacionamento puxou o desempenho, com crescimento de 36,1% na consolidação dos ativos, sustentado por uma alta de 9,4% no fluxo de pagantes frente ao ano anterior.
Nas vendas, o avanço foi de 9%, com R$ 1.675,96 por metro quadrado. Nenhum shopping registrou retração, e todos ficaram acima da inflação do período, com destaque para Via Verde (17%), Granja Vianna (16%), Metrô Tucuruvi (9%) e Paralela (8%).
Os indicadores operacionais registraram taxa de ocupação de 96,3%, custo de ocupação de 9,8% e inadimplência de 3,3% do faturamento líquido total.
Na composição da receita do fundo, o aluguel mínimo representou 63%, seguido por estacionamento (20%), mall e mídia (12%) e aluguel percentual (5%).
No NOI, o Metrô Tucuruvi liderou com 21%, à frente de Paralela (19%), Pátio Maceió (17%), Uberaba (13%), Via Verde (12%), Granja Vianna (8%), SuperShopping Osasco (7%) e Pátio Cianê (3%). Nas vendas, o Metrô Tucuruvi respondeu por 20%, seguido por Pátio Maceió e Via Verde (17% cada), Paralela e Uberaba (13% cada), SuperShopping Osasco (10%), Granja Vianna (8%) e Pátio Cianê (2%).
Por tipologia de lojas, as âncoras ocupam 66% da ABL, as satélites 25% e as mega lojas 9%.
O fundo terminou junho com 189.957 cotistas e valor de mercado de cerca de R$ 1,8 bilhão. O volume médio diário negociado foi de R$ 5,9 milhões no mês, patamar elevado frente ao histórico do fundo.