Em janeiro de 2026, o RECR11 reportou receita líquida de R$ 20,825 milhões, queda frente a dezembro, quando totalizou R$ 22,603 milhões. A receita bruta somou R$ 23,798 milhões, impulsionada pela carteira de CRIs e por aplicações em outros FIIs. Após custos operacionais de R$ 2,536 milhões, o lucro líquido pelo regime de competência fechou em R$ 16,332 milhões, refletindo um mês de ajustes, mas com manutenção de fundamentos operacionais.
Mesmo com a retração do resultado, o fundo preservou sua política de proventos e distribuiu R$ 21,883 milhões, equivalentes a R$ 0,8276 por cota. Esse pagamento reforça a consistência histórica do portfólio e a disciplina na gestão de caixa, em linha com o objetivo de entregar renda recorrente aos cotistas. Os proventos do mês foram suportados pela performance dos CRIs e pelo resultado financeiro.
Com base no fechamento de R$ 82,97, os dividendos do RECR11 renderam 0,997% no mês, o que corresponde a 11,97% ao ano em termos anualizados. O fluxo é isento de imposto de renda para pessoa física, desempenho que equivale a 111% do CDI líquido. Em 12 meses, o fundo distribuiu R$ 11,26 por cota, sinalizando resiliência em diferentes ciclos de mercado.
Desde dezembro de 2017 até janeiro de 2026, o FII RECR11 acumulou retorno de 153,8% em proventos sobre a cota inicial de R$ 100,00, superando o CDI líquido de impostos do período, de 83,4%. Esse histórico destaca a relevância da estratégia de crédito imobiliário, com diversificação, monitoramento de risco e ajustes táticos na alocação.
Investimentos recentes ampliaram a exposição a operações de crédito. Entre as aquisições, o CRI Matarazzo Retail IV (Opea) recebeu R$ 1.041.475 a CDI + 4,95% ao ano, enquanto o CRI Ativos Residenciais Diversificados (Habitasec) somou R$ 19.061.222 a CDI + 3,00% ao ano. Houve ainda compra do CRI Pulverizado Lançamentos Residenciais (IPCA + 10,50% ao ano) e do CRI Ativos Residenciais Diversificados 2 (CDI + 3,00% ao ano), ampliando duration e prêmios de risco. As palavras-chave secundárias incluem: CDI + 4,95%, IPCA + 10,50% e formador de mercado.
Em janeiro, houve amortização de R$ 29,454 milhões seguida de operação compromissada reversa no mesmo montante, estendendo prazos sem afetar o caixa. Sobre o CRI Olimpo, foi concluída dação em pagamento em dezembro para quitar os saldos dos CRIs Olimpo e Olimpo 2, mitigando riscos. Por fim, o fundo RECR11 contratou a XP Investimentos como formador de mercado, visando elevar a liquidez das cotas na B3 e aprimorar a eficiência na formação de preços.