RECR11 distribui R$ 0,7253 por cota e rende 114% do CDI

O fundo imobiliário RECR11 reportou resultado de R$ 19,179 milhões em regime de caixa em fevereiro, abaixo de janeiro (R$ 20,824 milhões). As receitas com CRIs e participações em outros FIIs somaram R$ 22,217 milhões no período, sustentando a geração de caixa mesmo com menos dias úteis no mês. A gestão atribuiu a variação principalmente ao calendário reduzido e ao fechamento antecipado do mês.

Com base nesse desempenho, o RECR11 aprovou a distribuição de R$ 0,7253 por cota, integralmente correspondente ao resultado de fevereiro. Considerando o preço de fechamento de R$ 82,42, a distribuição de dividendos do RECR11 implica dividend yield de 0,88% no mês, equivalente a 10,56% em base anual, líquido e isento de IR para pessoa física. Segundo a administração, o retorno representa cerca de 114% do CDI líquido.

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O valor distribuído foi impactado pelo menor número de dias úteis em fevereiro, que contou com 17 pregões ante 21 em janeiro. Além disso, o mês foi encerrado no dia 27, último dia útil, de modo que a receita do dia 28 será apropriada no primeiro dia útil subsequente. Essa dinâmica tende a normalizar no próximo relatório, reduzindo o efeito de calendário.

Ao longo dos últimos 12 meses, o fundo distribuiu R$ 11,04 por cota aos investidores, reforçando a consistência do fluxo de rendimentos. Desde o início dos pagamentos de rendimentos do RECR11, após a oferta inicial concluída em dezembro de 2017, o montante acumulado até fevereiro de 2026 equivale a 155,6% sobre a cota base de R$ 100,00, evidenciando a atratividade histórica da tese.

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Composição de carteira e movimentações do RECR11

No fim de fevereiro, o fundo imobiliário RECR11 mantinha 94% do patrimônio alocado, distribuído em 99 operações de CRIs e seis posições em cotas de FIIs. Entre as aquisições, destacou-se o aumento no CRI Matarazzo Retail IV (Opea), com aporte de R$ 4.657.155 a CDI + 4,95% a.a., e a compra de CRI MRV (Opea) por R$ 3.307.200 a CDI + 3,00% a.a.

O portfólio também recebeu novas cotas do CRI Vitta (Travessia), no valor de R$ 1.178.681, remunerado a IPCA + 8,70% a.a. Por outro lado, a gestão realizou desinvestimentos táticos em cinco CRIs: Zarin (R$ 849.939), Crediblue (R$ 249.482), T-Cash 2 (R$ 299.994), Vitacon (R$ 499.837) e T-Cash (R$ 299.993), ajustando duration e risco de crédito.

Em síntese, o fundo manteve disciplina alocativa, combinando aquisições indexadas a CDI e IPCA com vendas seletivas para otimizar o perfil de risco-retorno. A persistência no pagamento de dividendos do RECR11 e a gestão ativa sugerem continuidade da estratégia, com potencial de normalização do fluxo após os efeitos pontuais do calendário.

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Redação Suno Notícias

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