RECR11 tem lucro recorde em 2026 e eleva retorno ao cotista
O fundo imobiliário RECR11 registrou em maio lucro líquido de caixa de R$ 29,56 milhões, o melhor desempenho de 2026, sustentado por receitas de R$ 32,954 milhões com CRIs e FIIs ante despesas de R$ 2,601 milhões. Esse avanço reforça a eficiência operacional e a capacidade de geração de caixa do veículo, mesmo em um ambiente ainda sensível a juros e liquidez.
Como reflexo, o RECR11 distribuirá R$ 1,118 por cota. Considerando a cotação de R$ 82,54, o provento implica Dividend Yield mensal de 1,354% e yield anualizado de 16,25%, livre de Imposto de Renda. O patamar corresponde a 163% do CDI líquido, evidenciando prêmio relevante frente a instrumentos de renda fixa.
Desde o início da série histórica, o fundo acumula R$ 10,68 por cota nos últimos 12 meses. A partir de dezembro de 2017, o total distribuído soma 158,3% sobre a cota base de R$ 100,00, enquanto o CDI líquido do período foi de 90,9%. O histórico reforça a resiliência na manutenção de fluxo de rendimentos.
Estrutura e alocação da carteira
No fim de maio, o fundo imobiliário RECR11 tinha 95% do capital investido, com patrimônio de R$ 2,476 bilhões, sendo 92% em CRIs (R$ 2,267 bilhões), 3% em FIIs (R$ 82,5 milhões), 3% em imóveis (R$ 75,9 milhões) e 2% em cotas D0 (R$ 48,8 milhões). Houve aquisições do CRI Ativos Residenciais Diversificados (CDI + 3,00% a.a.) e do CRI Pulverizado Lançamentos Residenciais (IPCA + 10,50% a.a.).
No lado vendedor, o fundo se desfez dos CRIs Matarazzo Retail IV, Zarin e Vitacon, além da posição no FII EMET11, reciclando capital e otimizando risco-retorno. Esse giro sugere busca por créditos com melhor relação spread e qualidade de garantias.
Diversificação geográfica e setorial segue ampla. As garantias dos CRIs cobrem 14 estados, com São Paulo (39%) e Minas Gerais (18,7%) à frente. Entre securitizadoras, destaque para Opea (39%), Habitasec (26%), Riza (16%) e Província (13%), reduzindo risco de concentração.
Resultados e perspectivas do RECR11
No perfil de devedores, incorporação responde por 32% da carteira do RECR11, seguida de loteamento (17%), investimento imobiliário (14%), hotel (13%) e pessoa física (10%). Há ainda varejo (6%), utilities (5%) e logística (3%). No secundário, o volume de maio foi de R$ 72,082 milhões, média diária de R$ 3,604 milhões, com 883.912 cotas negociadas.
Com yield atrativo e disciplina na alocação, o RECR11 reforça a tese de renda recorrente e diversificação em crédito imobiliário, mantendo foco em spreads reais e proteção contra inflação.