PMLL11 aprova compra do RBR Malls e amplia arsenal de capital
Os investidores do PMLL11 (Pátria Malls) validaram a maioria das matérias apresentadas na consulta formal concluída em 30 de abril, conforme comunicado do administrador em 1º de junho. Entre as decisões ratificadas, destacou-se a autorização para a compra integral das cotas do RBR Malls, reforçando a tese de consolidação do portfólio do fundo. A medida foi vista como um passo estratégico para ampliar exposição a ativos de alta qualidade no segmento de shoppings.
A participação na votação alcançou detentores de 37,68% das cotas em circulação. A proposta de aquisição do RBR Malls foi aprovada com votos equivalentes a 25,77% do total de cotas emitidas, superando o quórum mínimo exigido. Esse resultado demonstra alinhamento entre gestão e base de cotistas em torno do plano de crescimento do PMLL11.
Pelo acordo, a transação será realizada pelo valor patrimonial mais recente do fundo imobiliário alvo. O pagamento poderá ocorrer em moeda nacional e/ou por meio da subscrição de novas cotas do PMLL11 a valor patrimonial, preservando flexibilidade financeira para a estruturação do negócio. Esse arranjo tende a equilibrar alavancagem e diluição.
Agenda de investimentos reforçada
Operações recentes reforçam a agenda de investimentos do FII. Em abril, o fundo anunciou acordos preliminares para adquirir participações em cinco shopping centers por aproximadamente R$ 257 milhões, combinando pagamento em espécie e compensação via subscrição de cotas pelos vendedores. A estratégia amplia capilaridade e potencial de renda.
Na sequência, o PMLL11 comunicou intenção de comprar 13,328% do Shopping Curitiba, por cerca de R$ 54,1 milhões, ativo com 22,4 mil m² de ABL e foco nas classes A e B. Em paralelo, firmou acordos para venda de 40% no Shopping Park Sul, em Volta Redonda (RJ), por cerca de R$ 159,5 milhões, projetando lucro em caixa próximo de R$ 13,2 milhões, ou R$ 0,94 por cota.
Mudanças no regulamento do PMLL11
Investidores aprovaram ainda mudanças no regulamento do fundo. O teto para emissões decididas pela gestão, sem assembleia específica, foi ampliado para R$ 30 bilhões, após a 7ª oferta pública com potencial de até R$ 1 bilhão. O fato relevante indica que os recursos devem financiar aquisições alinhadas à política de investimentos e permitir recompra de cotas e reorganizações societárias, além da inclusão de garantias sobre ativos.
A única proposta rejeitada tratava de operações com partes relacionadas, consideradas de potencial conflito de interesse. Embora tenha recebido mais votos favoráveis que contrários, não atingiu o quórum mínimo: foram 23,89% das cotas emitidas, abaixo do necessário. Ao fim, o PMLL11 reportou patrimônio líquido próximo de R$ 1,64 bilhão e taxa de ocupação perto de 97%, sustentando fundamentos operacionais sólidos.