Netflix (NFLX34) lucro cai e empresa perde 200 mil assinantes no 1T22; ações têm queda de 25,7%

A Netflix (NFLX34) divulgou nesta terça (19) seu desempenho operacional no primeiro trimestre de 2022. A companhia de streaming apurou lucro de US$ 1,6 bilhão, recuo ante US$ 1,707 bilhão em igual período do ano passado. O lucro líquido diluído por ação ficou em US$ 3,53, de US$ 3,75 anteriormente. Analistas ouvidos pelo FactSet previam US$ 2,90.

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Mas o número que chamou a atenção dos investidores foi outro: o número líquido de assinantes pagos do serviço de streaming teve queda de 200 mil e a empresa projeta que esse componente tenha recuo de 2 milhões no segundo trimestre — a primeira vez em que isso aconteceu em dez anos. Isso fez com que as ações do Netflix despencassem no after hours: 25,73%.

A empresa projetava adicionar 2,2 milhões de assinantes a sua base trimestral entre janeiro e março — enquanto o mercado estimava 2,7 milhões de novas assinaturas.

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A receita da Netflix foi de US$ 7,868 bilhões no primeiro trimestre de 2022, de US$ 7,163 bilhões em igual período de 2021.

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Segundo ela, a interrupção do fornecimento na Rússia, no contexto da guerra na Ucrânia, provocou a perda de 700 mil assinantes líquidos.

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Em comunicado, a Netflix afirma que o crescimento de sua receita “tem desacelerado de modo considerável”. A empresa diz que a penetração já grande dela entre o público e a maior concorrência têm pressionado seus resultados, criando ventos contrários para o crescimento da receita.

Os executivos da empresa admitiram que a concorrência de outras plataformas de streaming teve um impacto negativo no resultado do primeiro trimestre de 2022.

A Netflix informou que os gastos com conteúdo, principalmente séries e filmes originais, aumentaram, num cenário de concorrência acentuada no setor de streaming. Por isso a companhia elevou os preços de seu serviço.

A empresa de streaming registrou elevação de até 22% no preço das assinaturas no Brasil. O plano mais barato sai por R$ 25,90 e o o mais alto, chamado premium, custa R$ 55,90. Nos Estados Unidos, o plano foi de  US$ 1 para US$ 9,99. O premium teve alta de US$ 2, de US$ 17,99 para US$ 19,99.

Com a concorrência de companhias como Disney, Amazon e HBO na produção de conteúdos próprios e no compartilhamento de assinaturas, a Netflix diz que pretende “acelerar a o aumento da receita com número maior de filmes e séries exclusivos e planos de monetização mais eficientes.”

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Com informações do Estadão Conteúdo

Marco Antônio Lopes

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