Mercado americano tem melhor ciclo em 3 anos e ETF global vira opção

O mercado acionário dos Estados Unidos está atravessando um dos ciclos mais fortes de sua história recente. Nos últimos três anos, o S&P 500 acumulou valorização próxima a 90% em dólares, figurando entre os melhores desempenhos trienais desde a década de 1940, o que faz com que o investidor brasileiro considere cada vez mais um ETF global como opção para o portfólio.

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Em 2023, o S&P 500, índice que reúne as 500 principais ações dos Estados Unidos, avançou cerca de 24%, seguido por uma alta próxima de 23% em 2024 e mais 16% em 2025. E em todos esses anos, a liderança do mercado foi menos concentrada do que em ciclos anteriores.

No ano passado, por exemplo, apenas duas das chamadas “sete magníficas” (Nvidia e Google) conseguiram superar o desempenho do S&P 500, mostrando que a seleção de vencedores individuais se tornou mais complexa em um mercado já bastante valorizado.

Como aproveitar essa tendência?

Diante desse cenário, cresce o interesse por produtos que ofercem exposição ao mercado dos Estados Unidos de forma ampla e eficiente, sem a necessidade de escolher ações específicas. É nesse contexto que ETFs globais atrelados ao S&P 500 voltam ao radar do investidor brasileiro.

Um dos exemplos é o GPUS11, ETF da Investo listado na B3 que replica o Vanguard S&P 500 UCITS ETF (VUAA), negociado na bolsa de Londres e domiciliado na Irlanda.

O fundo investido conta com mais de US$ 79 bilhões sob gestão e oferece aos investidores uma forma prática e acessível de acompanhar o desempenho do índice S&P 500. Entre as maiores posições da carteira estão Apple, Microsoft, NVIDIA, Amazon, Meta, Berkshire Hathaway, Google, Broadcom e Tesla.

Além disso, a estrutura do ETF global da Investo chama atenção por alguns outros diferenciais diferenciais relevantes.

O primeiro deles é a eficiência tributária. ETFs domiciliados na Irlanda sofrem retenção de 15% sobre os dividendos pagos pelas empresas do portfólio, enquanto produtos sediados diretamente nos Estados Unidos estão sujeitos a uma alíquota de 30%. Na prática, isso significa maior retenção de retorno ao longo do tempo, especialmente para investidores com horizonte de longo prazo.

Outro ponto é a diversificação. O ETF oferece exposição direta às 500 maiores empresas dos Estados Unidos, incluindo setores como tecnologia, saúde, consumo, financeiro e industria, sem depender da performance de um grupo restrito de companhias. Em um mercado cada vez mais amplo e menos concentrado em poucos vencedores, essa característica ganha relevância.

Por fim, o custo também entra na conta. A taxa global do ETF da Investo é de 0,18% ao ano, patamar considerado competitivo quando comparado a outras alternativas internacionais de exposição ao S&P 500.

Exposição ao mercado americano como estratégia

O forte ciclo recente do mercado americano não elimina riscos nem garante retornos futuros no mesmo ritmo, mas reforça o papel estrutural dos Estados Unidos como principal polo de geração de valor do mercado acionário global.

Para o investidor brasileiro, instrumentos como um ETF global permitem participar desse movimento de forma disciplinada, diversificada e com menor dependência de decisões táticas de curto prazo. Em um ambiente em que tentar prever correções se mostra cada vez mais difícil, a exposição contínua a mercados maduros volta a se consolidar como uma estratégia central de construção de patrimônio no longo prazo.

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Guilherme Serrano Silva

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