KNCR11: qual aporte é preciso para receber R$ 2 mil por mês?
Investidores que buscam uma renda mensal sem vender ativos costumam recorrer aos fundos imobiliários, especialmente aos fundos de papel. Entre eles, o maior fundo de CRIs da Bolsa reúne quase 559 mil cotistas e patrimônio na casa dos R$ 11 bilhões. O veículo paga proventos mensalmente e tem carteira majoritariamente atrelada ao CDI, o que tende a alinhar os rendimentos ao ciclo de juros.
Essa vinculação faz com que as distribuições oscilem conforme a taxa básica. A dúvida recorrente, porém, é quanto acumular para projetar uma renda mensal de R$ 2.000 com esse tipo de estratégia. A seguir, veja a metodologia de cálculo e os indicadores mais recentes do fundo.
Renda com KNCR11: quantas cotas são necessárias
A conta parte do histórico de distribuição por cota. Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou R$ 14,54 por cota em rendimentos, o que representa uma média de R$ 1,21 por mês.
Para estimar uma renda mensal de R$ 2.000, divide-se o objetivo pela média distribuída. O resultado indica a necessidade de cerca de 1.651 cotas.
Considerando a cota negociada a R$ 107,11, essa quantidade corresponde a um investimento aproximado de R$ 176.838. Trata-se de uma estimativa, já que tanto o valor distribuído quanto o preço da cota variam mês a mês, o que pode exigir um aporte efetivo maior ou menor.
Importa lembrar que os dividendos chegam isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidos os requisitos previstos na legislação aplicável.
Cotação e indicadores do FII na B3
Na Bolsa, a cota é negociada a R$ 107,11 e acumula valorização de 17,23% nos últimos 12 meses. No intervalo de 52 semanas, oscilou de uma mínima de R$ 91,37 a uma máxima de R$ 107,26, atualmente operando próxima do topo dessa faixa.
O último rendimento informado foi de R$ 1,10 por cota, com yield de 14,54% em 12 meses. O valor patrimonial por cota está em R$ 102,38, o que resulta em P/VP de 1,04 vez, indicando negociação ligeiramente acima do valor de carteira. A liquidez média diária gira em torno de R$ 19,7 milhões, reflexo de uma base ampla de investidores.
Perfil, carteira e taxas do fundo
Gerido pela Kinea, o fundo investe em ativos de renda fixa de natureza imobiliária, com ênfase em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) predominantemente pós-fixados e de baixo risco de crédito. Cerca de 78% do patrimônio está alocado nesses ativos-alvo, e a maior parte da carteira é remunerada com base no CDI, o que explica a correlação dos rendimentos com o patamar da Selic.
A carteira de crédito é pulverizada em dezenas de operações, com devedores ligados a escritórios de alto padrão, shoppings, galpões logísticos e projetos residenciais. Em operação desde 2012, o fundo cobra taxa de administração de 1% ao ano e não possui taxa de performance.
Os valores apresentados são uma simulação baseada no histórico recente de distribuição. Por se tratar de renda variável, proventos e cota podem subir ou cair, sem garantia de repetição da renda estimada nos próximos meses.
Este conteúdo é exclusivamente informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros.