KNCR11 eleva yield a 1,08% e distribui R$ 117,8 milhões
O fundo imobiliário KNCR11 encerrou o quarto mês do ano com resultado líquido de R$ 116,9 milhões e distribuição de R$ 117,8 milhões aos cotistas. A principal fonte de receitas foi a carteira de CRIs, que somou R$ 105,2 milhões no período, reforçando o perfil de crédito do veículo. As despesas totalizaram R$ 9,8 milhões, mantendo a eficiência operacional em linha com meses anteriores.
Além dos CRIs, as receitas do KNCR11 incluíram R$ 11,7 milhões provenientes de LCIs e R$ 2 milhões de posições em outros FIIs. A geração de resultados alcançou R$ 1,09 por cota, enquanto os proventos distribuídos foram de R$ 1,10 por cota, com manutenção de reserva não distribuída acumulada de R$ 0,19 por cota.
No âmbito de remuneração, os dividendos do KNCR11 referentes ao mês serão creditados em 14 de maio de 2026. Considerando o preço médio de entrada de R$ 102,12 por cota, o yield líquido ficou em 1,08% no período, evidenciando consistência na política de distribuição do fundo.
Segundo a administração, a performance correspondeu a 99% da taxa DI do mês, ou 116% do CDI após gross-up da alíquota de 15%. No mercado secundário, o veículo registrou giro financeiro de R$ 336,07 milhões, com média diária próxima de R$ 16,80 milhões, indicando boa liquidez.
Composição patrimonial do KNCR11
Ao fim do período, o fundo imobiliário KNCR11 alocava 78,2% do patrimônio em ativos-alvo, 14,8% em LCIs e 6,9% em instrumentos de liquidez. Na fatia de crédito, a exposição concentrou-se majoritariamente em operações atreladas ao CDI, reforçando a previsibilidade dos fluxos.
Os CRIs pós-fixados indexados ao CDI representavam 78,1% do PL, com remuneração média de CDI + 2,07% ao ano e prazo de 3,9 anos. A parcela indexada à inflação era de 0,1% (IPCA + 9,30% a.a., prazo médio de 3,6 anos), sem exposição relevante a prefixados. As LCIs, com isenção tributária, somavam 14,8% dos ativos a 94% do CDI, enquanto o caixa (6,9%) rendia 100% do CDI líquido.
Novos investimentos e alocação em CRIs
Durante o mês, o fundo KNCR11 realizou R$ 70,5 milhões em novas aplicações em CRIs. Destacou-se a operação Huma – CD Santana de Parnaíba, de R$ 45,5 milhões a CDI + 1,65% a.a., com garantias de alienação e cessão fiduciária, além de fundo de reserva.
Outro aporte relevante do KNCR11 foi de R$ 25 milhões no HSLG – BTS Meli, remunerado a CDI + 1,90% a.a., com garantias similares. No consolidado, as duas operações somaram R$ 70,5 milhões, a taxa média de CDI + 1,74% a.a., reforçando a estratégia de crédito de alto lastro e dispersão de risco.