Itaú Asset lança ETF atrelado ao CDI com IR de 15% e mira reserva de emergência
A Itaú Asset anunciou o lançamento do CDIB11, novo ETF de renda fixa voltado a investidores que buscam uma alternativa conservadora para a reserva de liquidez.
O produto estreia na B3 com taxa de administração de 0,15% ao ano, investimento mínimo próximo de R$ 50 e uma estrutura tributária diferenciada em relação aos tradicionais fundos DI e aplicações pós-fixadas.
O fundo terá alocação majoritária em Tesouro Selic, combinada a uma parcela de até 10% em NTN-Bs de longo prazo. Essa composição permite ao CDIB11 se enquadrar na alíquota única de 15% de Imposto de Renda, percentual inferior ao cobrado em aplicações que seguem a tabela regressiva e podem começar em 22,5%.
Além da tributação reduzida, o ETF não está sujeito ao mecanismo do come-cotas, presente nos fundos tradicionais de renda fixa. Na prática, o imposto é recolhido apenas no momento da venda das cotas, permitindo que o investidor adie o pagamento do tributo e preserve o efeito dos juros compostos por mais tempo.
O lançamento ocorre em meio à popularização dos ETFs de renda fixa, que vêm ganhando espaço como alternativa aos fundos DI, CDBs e até ao Tesouro Direto para a gestão da reserva de emergência e dos recursos de curto prazo.
Segundo a Itaú Asset, o objetivo do CDIB11 é oferecer uma solução de baixo risco, com previsibilidade próxima à do CDI, mas com vantagens tributárias capazes de elevar a rentabilidade líquida do investidor ao longo do tempo.
Novo ETF amplia disputa pelo investidor conservador
O CDIB11 chega para complementar a prateleira de ETFs pós-fixados da gestora. No fim de 2025, a Itaú Asset lançou o LFTI11, também baseado em títulos do Tesouro Selic, mas enquadrado em uma alíquota de 25% de IR devido à composição mais curta da carteira.
De acordo com Renato Eid Tucci, superintendente de Estratégias Indexadas e Investimento Responsável da Itaú Asset, o lançamento reflete uma demanda crescente por soluções simples e eficientes para o caixa dos investidores.
“Estamos atentos aos movimentos do mercado e, sobretudo, às necessidades de alocação dos nossos clientes. Lançamos novos ETFs quando identificamos oportunidades relevantes para atender demandas financeiras e de alocação dos investidores”, afirmou.
Por que investir em um ETF?
O ETF é uma opção de investimento cada vez mais popular devido às suas diversas vantagens.
Uma das principais razões para investir em ETFs é a diversificação que eles proporcionam. Ao investir em um ETF, o investidor está adquirindo uma cesta de ativos que pode incluir ações, títulos de renda fixa, commodities, entre outros, o que ajuda a reduzir o risco em comparação com investimentos individuais.