IRB(Re) (IRBR3) vai pagar dividendos? Veja detalhes sobre pagamentos
Após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, o IRB(Re) (IRBR3) voltou a falar sobre o pagamento de proventos. A companhia deve retomar o pagamento de dividendos após cinco anos sem remunerar os acionistas. A proposta será submetida à aprovação do conselho e votada em assembleia no dia 31 de março, segundo informou a companhia ao divulgar os resultados do quarto trimestre de 2025.
Em um primeiro momento, a distribuição deve respeitar o mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado, percentual que pode ser pago via dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP). O CEO do IRB(Re), Marcos Falcão, declarou em teleconferência que qualquer pagamento acima desse piso dependerá da avaliação do conselho e da aprovação dos acionistas.
Segundo o executivo, a companhia pretende reavaliar sua posição de capital e solvência após o segundo trimestre de 2026 para decidir se há espaço para elevar o payout. A sinalização é de que um percentual mais robusto de distribuição de dividendos do IRB(Re) pode ocorrer a partir de 2027, quando a empresa espera consolidar o crescimento do lucro e encerrar o pagamento de debêntures.
Falcão afirmou ainda que o balanço de 2025 encerra um ciclo de três anos de transformação da resseguradora. A nova etapa, segundo ele, será focada em crescimento, geração de caixa e expansão das frentes de negócio, com a proposta de ampliar, no médio prazo, a remuneração aos acionistas.
Detalhes dos resultados da IRB(Re) (IRBR3) no 4T25
Entre outubro e dezembro de 2025, o IRB(Re) registrou um lucro líquido foi de R$ 143 milhões, avanço de 45% em relação ao trimestre anterior e de 27% na comparação anual. O resultado ficou 3% abaixo do consenso da Bloomberg, mas veio em linha com as estimativas do mercado.
No acumulado do ano, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 505 milhões, alta de 35% em relação ao ano anterior.
Já o índice combinado, que mede a eficiência técnica da operação, ficou em 94,3% nos três últimos meses do ano passado, contra 102,5% no trimestre anterior e 98,8% um ano antes.
O índice de sinistralidade do IRB(Re) (IRBR3) caiu dez pontos percentuais na comparação mensal e 12 pontos percentuais na comparação anual, para 52%.