IRB(Re) (IRBR3) sobe mais de 3% com resultados trimestrais, apesar de lucro menor

As ações do IRB(Re) (IRBR3) estão avançando mais de 3% nesta terça-feira (5), mesmo após a companhia reportar queda no lucro no primeiro trimestre de 2026. Por volta das 15h15, os papéis avançam 3,84%, a R$ 53,52.

O resultado reportado pelo IRB(Re) nos primeiros meses do ano veio abaixo das expectativas, pressionado principalmente por um aumento relevante nas despesas com impostos. No entanto, os números operacionais mostraram melhoras consideráveis, segundo análises de BTG Pactual e UBS BB, o que pode explicar a reação positiva do mercado.

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O IRB registrou lucro líquido de R$ 101,6 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 14,8% na comparação anual. Ainda assim, o resultado operacional voltou ao positivo, com avanço na rentabilidade da carteira, melhora na sinistralidade e índice combinado abaixo de 100%. Para os analistas, apesar da frustração no lucro, os dados reforçam a tese de recuperação da companhia.

Por que as ações do IRB (IRBR3) sobem mesmo com queda no lucro?

A principal leitura do mercado é que a piora do lucro não reflete uma deterioração do negócio. Segundo o UBS BB, as despesas com impostos foram afetadas por uma baixa contábil, e, sem esse efeito, o lucro líquido seria de aproximadamente R$ 125 milhões. Ou seja, a pressão veio de um fator pontual, e não da operação.

Ao mesmo tempo, os indicadores operacionais vieram melhores. A sinistralidade caiu cerca de 9 pontos percentuais na comparação anual, o que, na visão dos analistas, foi o principal destaque positivo do trimestre. O BTG Pactual destaca que a sinistralidade foi o principal destaque positivo, o que indica uma subscrição mais disciplinada e foco maior em rentabilidade.

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Essa estratégia, inclusive, ajuda a explicar o crescimento ainda fraco. O IRB segue priorizando qualidade da carteira em vez de volume, o que limita a expansão no curto prazo, mas melhora os resultados ao longo do tempo. “Mantendo uma abordagem disciplinada na subscrição, priorizando rentabilidade em vez de volume”, destaca o BTG.

Outro ponto que sustenta a alta é a percepção de que o pior já passou. Apesar da receita ainda pressionada, o banco vê sinais de estabilização. “A receita parece ter encontrado um piso e pode começar a melhorar”, aponta o relatório.

Além disso, o papel vem apresentando quedas nas últimas semanas, com menos 3% no último mês, o que deixou o valuation mais atrativo. Com isso, mesmo um resultado misto acaba sendo suficiente para destravar uma reação positiva. O BTG destaca que, após a correção recente, a ação voltou a níveis mais interessantes, reforçando uma visão mais construtiva para o IRB(Re) (IRBR3).

Giovanna Oliveira

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