Após alta de 325% no lucro, vale a pena investir em Pague Menos (PGMN3)? Entenda
A Pague Menos (PGMN3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 na noite de segunda-feira (4), com números que estão sendo digeridos pelos investidores ao longo do pregão de hoje. Para os analistas do Santander e da XP Investimentos, os resultados foram considerados sólidos.
No primeiro trimestre de 2026, a Pague Menos reportou lucro líquido ajustado de R$ 55,6 milhões, uma alta de 325,6% frente ao mesmo período do ano anterior, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 204,7 milhões, com crescimento de 36,1%.
Na leitura das casas de análise, o desempenho dos três primeiros meses do ano reforça a consistência da execução da varejista, com crescimento ainda forte de receita, expansão de rentabilidade e avanços na estrutura de capital, ainda que com alguns pontos de atenção no curto prazo.
Por volta das 15h, as ações PGMN3 caem 0,56%, a R$ 5,36, apesar do avanço do lucro.
Vale a pena investir em Pague Menos (PGMN3)?
O Santander manteve recomendação outperform (equivalente à venda) para as ações, com preço-alvo de R$ 8,00 para o fim de 2026. Para o banco, o trimestre reforça a tese de investimento baseada na execução consistente e no crescimento puxado por volume, com resultados acima das estimativas, especialmente na linha final.
Na avaliação dos analistas, a companhia segue mostrando evolução operacional, com avanço de margens sustentado por melhor mix de produtos e maior eficiência, além de uma trajetória de desalavancagem, com a relação entre dívida líquida e EBITDA em 1,9 vez. O banco também destaca que o desempenho deve sustentar uma reação positiva das ações, diante da entrega consistente.
A XP Investimentos também classificou o resultado como sólido, apontando crescimento de receita ainda em dois dígitos e melhora de rentabilidade. A casa, porém, chama atenção para a dinâmica de capital de giro, que pode gerar algum desconforto no curto prazo, apesar da expectativa de melhora com a estabilização do novo centro de distribuição e maior giro de estoques.
Além disso, a XP observa ainda que houve uma desaceleração na comparação com o trimestre anterior, movimento considerado esperado após bases mais fortes e normalização de fatores pontuais. Ainda assim, a avaliação é de que a Pague Menos (PGMN3) segue bem posicionada, com expansão gradual de lojas, avanço na base de clientes recorrentes e manutenção de participação de mercado.