IGP-DI sobe 0,25% em dezembro e recua 1,20% em 2025; veja detalhes
O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) avançou 0,25% em dezembro e encerrou 2025 com queda acumulada de 1,20%, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira (8). O desempenho reflete, principalmente, o comportamento dos preços ao produtor ao longo do ano.
Com o resultado, o índice voltou a registrar deflação no fechamento anual, após ter acumulado queda em 2023 e alta em 2024. A variação de dezembro representou aceleração em relação ao mês anterior.
O principal impacto veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador. Em dezembro, o índice subiu 0,03%, após recuar em novembro, mas acumulou queda de 3,61% em 12 meses, o primeiro resultado anual negativo desde 2023.
“O IGP-DI encerrou 2025 com queda de 1,20%, refletindo principalmente o comportamento do IPA, que recuou 3,61% no ano”, afirmou Matheus Dias, economista do FGV IBRE. Segundo ele, o movimento foi puxado por quedas expressivas nos preços da indústria extrativa e da agricultura.
Apesar disso, a retração do índice não foi mais intensa devido a pressões em outros componentes. No segmento de preços ao consumidor, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) manteve alta de 0,28% em dezembro e acumulou avanço de 4,0% em 12 meses, com influência de serviços e habitação, mesmo com alívio nos alimentos, em um contexto de inflação ainda presente.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou no último mês do ano, mas fechou 2025 com alta acumulada de 5,92%. De acordo com a FGV, o avanço foi sustentado principalmente pelo aumento dos custos de mão de obra.
Agro contribuiu para queda do IGP-DI em 2025
O recuo dos preços agropecuários teve papel central no desempenho do IGP-DI em 2025. As quedas observadas na agricultura foram determinantes para o resultado negativo do IPA-DI no acumulado do ano.
Além disso, a redução dos preços na indústria extrativa também impulsionou o resultado.
Segundo Matheus Dias, esse movimento compensou pressões vindas de outros setores da economia. “A retração do IGP-DI não foi mais intensa porque o índice ainda encontrou sustentação em pressões inflacionárias presentes em outros componentes”, avaliou o economista do FGV IBRE.