IFIX cai 0,46% após pregão volátil e fecha aos 3.842 pontos
O IFIX encerrou a quarta-feira (3) aos 3.842,46 pontos, em baixa de 0,46% (17,82 pontos), após um pregão volátil que alternou ganhos e perdas. O dia começou nos 3.860,28 pontos, mesmo nível do fechamento anterior, mas a pressão vendedora prevaleceu na reta final, levando o principal índice de fundos imobiliários a terminar no vermelho.
Ao longo da sessão, o índice de fundos imobiliários chegou ao topo de 3.861,40 pontos, refletindo um início resiliente, porém perdeu fôlego e tocou a mínima em 3.839,66 pontos. O movimento reforçou a cautela do mercado com renda variável ligada a tijolo e papel, em meio a ajustes pontuais de carteiras.
MXRF11 movimenta R$ 1,63 milhão
Entre os destaques de liquidez, o MXRF11 liderou o volume financeiro com R$ 1,63 milhão e recuo de 0,41%, sinalizando seletividade dos investidores. Na sequência, o GARE11 registrou giro de R$ 1,41 milhão e queda de 0,24%, enquanto o CPTS11 movimentou R$ 1,08 milhão com leve baixa de 0,13%, em linha com a aversão a risco.
O fluxo foi completado por GGRC11, com R$ 1,01 milhão e estabilidade, e HFOF11, que somou R$ 713,98 mil e depreciação de 1,96%. A distribuição do volume entre fundos de recebíveis e logísticos indica busca por defensividade, ainda que sem tração suficiente para sustentar o índice no positivo.
Principais valorizações e desvalorizações
No campo das altas, o JSRE11 avançou 0,83%, fechando a R$ 61,10, apoiado por percepção de qualidade dos ativos e disciplina na gestão. O ganho, contudo, foi isolado diante da fraqueza generalizada do setor. Entre as quedas, o CACR11 liderou as perdas com declínio de 8,24%, encerrando a R$ 25,60, refletindo realização mais intensa. Já o HSML11 recuou 3,53% e terminou a R$ 89,52, acompanhando a pressão sobre shoppings.
No agregado, o pregão confirmou a tendência de curto prazo: predominância de ordens de venda e sensibilidade a notícias macro, arrastando o IFIX para abaixo dos 3.850 pontos. Apesar de alguns ganhos pontuais, o sentimento foi de cautela, com investidores aguardando sinais de estabilização para retomar apetite por risco.