Ibovespa estreia fevereiro com alta e mostra que o rali não foi só “efeito janeiro”
Se janeiro foi forte, fevereiro começou mostrando que o fôlego do Ibovespa ainda não acabou. Na primeira sessão do mês, nesta segunda-feira (2), o índice subiu 0,79% e fechou aos 182.793,40 pontos, voltando a se firmar acima da linha dos 182 mil. Ao longo do dia, oscilou entre 181.347,63 e 182.889,95 pontos, com giro de R$ 28,6 bilhões — ainda sólido, mas um pouco abaixo do ritmo intenso visto em várias sessões de janeiro.
No acumulado de 2026, o Ibovespa já avança 13,45%, sustentado principalmente por bancos e empresas ligadas a commodities metálicas, que compensaram a fraqueza das petroleiras.
“O real iniciou a sessão em queda, acompanhando o sentimento mais forte do dólar globalmente, mas ganhou força ao longo da tarde”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. Segundo ele, a melhora do humor em Nova York ajudou a reduzir a busca por proteção e favoreceu ativos de risco, incluindo a bolsa brasileira.
Cotação do dólar hoje
O dólar à vista fechou em alta de 0,22%, perto de R$ 5,26, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior.
Fechamento das bolsas americanas:
- Dow Jones: +1,05%
- S&P 500: em alta
- Nasdaq: em alta
Maiores altas e baixas
A alta do Ibovespa veio com apoio relevante dos bancos e do setor metálico. Vale subiu 0,59%, enquanto os grandes bancos avançaram com força, como Santander e BTG.
Na ponta positiva do índice, Direcional, Cury e C&A lideraram os ganhos do dia. Já do lado negativo, a pressão ficou concentrada em empresas ligadas ao petróleo. Petrobras caiu (ON -1,98% e PN -1,38%), refletindo o recuo de cerca de 5% no petróleo no exterior, em meio à redução das tensões geopolíticas e à manutenção da produção pela Opep+.
“Temos uma tendência de alta no Ibovespa depois de uma sexta-feira sangrenta”, afirma Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, destacando que o mercado segue com apetite por risco, embora fevereiro ainda possa trazer volatilidade.
Assim, o Ibovespa começa fevereiro mostrando resiliência, mesmo com ruídos no petróleo e no câmbio, e mantém o investidor atento aos próximos capítulos do cenário global e doméstico.