O Ibovespa voltou a subir nesta terça-feira (9) após três pregões consecutivos de perdas. O principal índice da Bolsa brasileira avançou 0,68%, aos 169.813,15 pontos, recuperando parte das quedas recentes, embora ainda permaneça distante da máxima histórica registrada em abril, quando se aproximou dos 200 mil pontos.
O movimento positivo foi impulsionado principalmente pelos grandes bancos, que sustentaram o índice em um dia de leve melhora do humor dos investidores. Ainda assim, o cenário continua marcado pela cautela diante das tensões no Oriente Médio e da expectativa por novos dados econômicos nos Estados Unidos.
Segundo Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da Top Gain, o pregão foi marcado por um ambiente mais favorável ao risco.
“O fechamento das curvas de juros nos Estados Unidos melhora o humor dos investidores e favorece ativos de risco. Com juros futuros mais comportados, diminui a atratividade relativa dos títulos americanos, permitindo que parte do capital volte a buscar oportunidades em mercados emergentes como o Brasil”, afirmou.
Bancos ajudam o Ibovespa a interromper sequência negativa
Apesar do avanço do índice, o desempenho positivo ficou concentrado em poucos setores. Os grandes bancos foram os principais responsáveis por sustentar a alta do mercado.
Entre os destaques do dia estiveram:
- Itaú Unibanco (ITUB4): +1,82%
- Santander (SANB11): +1,46%
- Bradesco (BBDC4): +1,34%
- Banco do Brasil (BBAS3): +0,37%
Leonardo Santana destaca que a queda do petróleo e o alívio nas expectativas inflacionárias globais contribuíram para uma sessão mais positiva para os ativos domésticos.
Além disso, empresas ligadas ao consumo e à construção civil também recuperaram parte das perdas recentes, beneficiadas pelo recuo dos juros futuros.
Cotação do dólar hoje
- Dólar comercial: R$ 5,178
- Variação: -0,04%
- Mercado acompanhou o recuo dos rendimentos dos Treasuries
- Câmbio operou sem catalisadores domésticos relevantes
De acordo com Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad, o dólar permaneceu próximo da estabilidade ao longo do pregão.
“O ambiente externo segue indefinido, com investidores divididos entre a expectativa de um eventual acordo entre EUA e Irã e a cautela diante da ausência de avanços concretos nas negociações”, destacou.
Maiores altas e baixas
Maiores altas do Ibovespa
- Braskem (BRKM5): +3,93%
- Itaú Unibanco (ITUB4): +1,82%
- Santander (SANB11): +1,46%
- Bradesco (BBDC4): +1,34%
Maiores baixas do Ibovespa
- Vale (VALE3): -0,47%
- Petrobras (PETR4): -0,36%
- PetroRecôncavo (RECV3): -0,65%
Segundo Leonardo Santana, o minério de ferro continua sem catalisadores positivos vindos da China, o que limita uma recuperação mais consistente da Vale. Já Petrobras, Brava Energia e PetroRecôncavo acompanharam a queda do petróleo na sessão.
No exterior, Wall Street fechou sem direção única, enquanto os investidores aguardam a divulgação da inflação ao consumidor dos Estados Unidos nesta quarta-feira. O indicador pode influenciar diretamente as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve e continuar ditando o ritmo do Ibovespa nos próximos pregões.
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