Depois da queda de quase 2% na véspera — a maior correção desde meados de dezembro — o Ibovespa voltou ao azul nesta quinta-feira (5), mas com fôlego limitado. O índice subiu 0,23% e fechou aos 182.127,25 pontos, em um pregão de recuperação moderada após a realização recente. Ao longo do dia, oscilou entre 181.568,98 e 184.017,44 pontos, com giro financeiro de R$ 34,3 bilhões. Na semana e no mês, o Ibovespa avança 0,42%, enquanto no acumulado de 2026 o ganho chega a 13,03%.
O destaque positivo ficou com Itaú (ITUB4), que subiu 2,02% após divulgar resultados do quarto trimestre. Bradesco (BBDC3; BBDC4) também reagiu perto do fechamento e ajudou a sustentar o índice, enquanto parte das ações ligadas a commodities pressionou o desempenho.
Cotação do dólar hoje
O dólar fechou em leve alta, acompanhando ajustes no exterior e o movimento mais cauteloso em commodities. A moeda refletiu a busca por proteção após a recente volatilidade global, mesmo com o Ibovespa conseguindo se manter no campo positivo.
Fechamento das bolsas americanas:
- Dow Jones: 48.908,72 pontos (queda de 1,20%)
- S&P 500: 6.798,40 pontos (queda de 1,20%)
- Nasdaq: 22.540,59 pontos (queda de 1,60%)
Maiores altas e baixas
Do lado negativo, a principal ação do índice, Vale (VALE3), recuou 3,33%, acompanhando a queda do minério de ferro na China. Já Petrobras (PETR3; PETR4) caiu cerca de 1,4%, refletindo o recuo de quase 3% nos contratos futuros de petróleo no exterior. CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) também caíram com força após notícias sobre renegociação de dívidas.
Na ponta positiva, papéis ligados ao setor imobiliário e de locação lideraram os ganhos, como MRV (MRVE3), Vamos (VAMO3) e Cury (CURY3). Entre as maiores baixas também estiveram Braskem (BRKM5), Porto Seguro (PSSA3) e Hapvida (HAPV3).
“O desempenho do Ibovespa tem sido impulsionado, principalmente, pelo ingresso maciço de capital estrangeiro, notadamente por meio de investimentos passivos”, afirma Luis Ferreira, CIO do EFG Private Wealth Management, destacando que o fluxo ajudou a sustentar a alta recente, mas também pode abrir espaço para correções.
Mesmo com a recuperação tímida, o Ibovespa mostra resiliência após a correção, mas segue dependente das commodities, da temporada de balanços e do fluxo estrangeiro para sustentar o rali iniciado em janeiro.
Com Estadão Conteúdo
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