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Ibovespa rompe os 191 mil pontos e faz 13º recorde de 2026

Ibovespa voltou a acelerar e alcançou um novo patamar histórico nesta terça-feira (24). O principal índice da B3 fechou, pela primeira vez, acima dos 191 mil pontos, aos 191.490,40 pontos, em alta de 1,40%, registrando o 13º recorde de encerramento em 2026 dentro da sequência iniciada em 14 de janeiro.

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No intradia, o índice chegou a 191.780,77 pontos, também máxima histórica. O movimento consolida a retomada após a realização de lucros vista na véspera. O giro financeiro somou R$ 33,0 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula alta de 0,50%; no mês, sobe 5,58%; e no ano, avança 18,85%.

A recuperação foi liderada pelo setor financeiro, que reagiu após a correção da segunda-feira (23). Santander (SANB11) avançou 3,41%, na máxima do dia no fechamento, depois de ter recuado cerca de 5% na sessão anterior. Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,76%, enquanto Itaú (ITUB4) ganhou 1,52%.

Mesmo com o petróleo em queda no exterior, Petrobras (PETR3) avançou 2,28% e PETR4 subiu 2,54%, evidenciando a força compradora no papel. Vale (VALE3) também contribuiu, com alta de 0,39%. Entre as maiores altas do dia estiveram IRB (IRBR3), Vamos (VAMO3) e Natura (NTCO3). No lado negativo, Minerva (BEEF3), Copasa (CSMG3) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) encerraram em baixa.

Segundo Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, o fluxo estrangeiro segue como pilar central do movimento. “O fluxo continua bastante forte para a B3, com o dólar ainda se depreciando, o que contribui para que a Bolsa brasileira seja destaque”, afirmou.

Rubens Cittadin, da Manchester Investimentos, reforçou que a realização anterior foi concentrada no setor financeiro. “Foi o primeiro segmento a ter andado mais forte, o que explica a correção maior no setor em um dia sem tanto driver doméstico.”

Cotação do dólar hoje

O dólar à vista fechou em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,1554, após ter iniciado o dia em alta.

Dow Jones: +0,76%
• S&P 500: +0,77%
• Nasdaq: +1,04%

No exterior, os mercados reagiram de forma positiva após as novas tarifas americanas entrarem em vigor com alíquota de 10%, abaixo dos 15% que parte do mercado temia.

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Marcos Vinícius Oliveira, da ZIIN Investimentos, avaliou que a medida foi interpretada como “menos agressiva do que se temia”, o que ajudou a aliviar os ativos de risco.

Maiores altas e baixas

O avanço do Ibovespa foi sustentado por bancos e Petrobras, enquanto o setor de commodities metálicas teve desempenho misto. A força do fluxo estrangeiro, aliada ao dólar mais fraco, tem mantido o índice em trajetória ascendente, mesmo diante das incertezas externas.

Com o 13º recorde do ano, o Ibovespa consolida a escalada iniciada em janeiro e amplia o distanciamento dos 190 mil pontos, transformando o antigo teto em novo patamar técnico.

Com Estadão Conteúdo

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Maíra Telles

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