Ibovespa sobe com IPCA-15 abaixo do esperado e recupera os 171 mil pontos

O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (25) em alta de 0,87%, aos 171.990,20 pontos, impulsionado pelo alívio trazido pelo IPCA-15 de junho, que veio abaixo das expectativas do mercado, e pela avaliação de que o Banco Central manteve aberta a possibilidade de novos cortes na Selic. O principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 170.507,92 pontos e a máxima de 173.277,09 pontos, enquanto o volume financeiro somou R$ 22,04 bilhões.

O mercado reagiu positivamente à desaceleração do IPCA-15, que passou de 0,62% em maio para 0,41% em junho, abaixo da mediana das projeções do mercado. Além disso, investidores interpretaram o Relatório de Política Monetária (RPM) e as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, como sinais de que o processo de flexibilização monetária continua em aberto, embora dependa da evolução dos indicadores econômicos.

Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial: R$ 5,189
  • Variação: -0,88%

Segundo Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, a moeda americana perdeu força ao longo do dia diante da melhora do cenário inflacionário.

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“O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira em queda, cotado na faixa de R$ 5,18 a R$ 5,19, refletindo o alívio inflacionário inicial no Brasil e no exterior. Pela manhã, a apreciação do real foi impulsionada pelo IPCA-15 de junho abaixo do consenso (0,41%) e pelo índice de preços PCE de maio nos Estados Unidos, que avançou 0,4% mensal, vindo em linha com as expectativas.”

O analista ressalta, porém, que as tensões no Oriente Médio continuaram limitando um movimento mais forte de valorização do real.

“À tarde, os ganhos do real foram limitados pelas incertezas geopolíticas. Os futuros do Brent reverteram a trajetória matinal de queda, se aproximando de US$ 76 por barril, após o ataque a uma embarcação no Estreito de Ormuz. Novas reviravoltas no Oriente Médio que possam colocar em risco a recém-aberta rota por Ormuz podem impulsionar sentimentos de aversão ao risco desfavoráveis ao real.”

Fechamento das bolsas americanas

  • Dow Jones: +0,94%
  • S&P 500: +0,80%
  • Nasdaq: +0,97%
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Os índices de Nova York encerraram em alta, apoiados pela leitura de inflação dentro das expectativas e pela expectativa de que o Federal Reserve possa manter uma postura menos restritiva caso os próximos indicadores confirmem a desaceleração dos preços.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Maiores altas

  • Vale (VALE3): +1,20%
  • Itaú Unibanco (ITUB4): +1,78%
  • Cyrela (CYRE3): entre os destaques positivos

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Maiores baixas

  • Santander Brasil (SANB11): -0,68%
  • Petrobras (PETR3): -0,12%
  • Petrobras (PETR4): +0,42% (leve alta, destoando do setor)

Apesar da recuperação do petróleo, as ações da Petrobras encerraram o pregão sem direção única. Já a Vale voltou a subir e ajudou a sustentar o avanço do índice, enquanto o fechamento da curva de juros favoreceu empresas ligadas ao consumo doméstico.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quarta-feira (24), foi de 170.506,66 pontos, com queda de 0,44%.

Maíra Telles

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