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Ibovespa sobe no dia, mas amarga 4ª queda semanal seguida com guerra e balanços no radar

Ibovespa: Foto: iStock

Ibovespa: Foto: iStock

O Ibovespa até ensaiou uma recuperação nesta sexta-feira (8), mas não conseguiu evitar a quarta queda semanal consecutiva. O principal índice da B3 avançou 0,49%, aos 184.108,29 pontos, após oscilar entre a mínima de 183.217,23 e a máxima de 185.584,45 pontos.

Apesar do respiro no fechamento, o índice encerrou a semana com baixa acumulada de 1,71%, em meio à combinação entre tensões geopolíticas, volatilidade do petróleo e temporada de balanços corporativos.

O mercado reagiu positivamente ao payroll dos Estados Unidos, divulgado pela manhã, que mostrou um mercado de trabalho ainda resiliente na maior economia do mundo.

Payroll derruba dólar e melhora humor do mercado

A leitura do payroll trouxe alívio para os investidores ao reduzir parte das preocupações imediatas com desaceleração econômica nos EUA.

Segundo Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, o dólar e os juros futuros passaram a operar em queda após os dados de emprego americanos mostrarem maior resiliência da economia.

Com isso, o dólar perdeu força globalmente e fechou em queda no Brasil, cotado a R$ 4,89.

Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram o pregão sem direção única:

Mesmo com o alívio parcial no mercado, investidores continuam atentos ao Oriente Médio e aos impactos do petróleo sobre inflação e juros globais.

Petrobras (PETR4) cai mesmo com petróleo elevado

Na B3, Petrobras (PETR4) voltou a chamar atenção ao fechar na contramão do petróleo.

As ações da estatal recuaram mesmo com o Brent ainda próximo de US$ 101 por barril:

Ainda assim, Petrobras segue como um dos grandes destaques positivos do ano entre as blue chips da bolsa brasileira.

No acumulado de 2026:

Vale (VALE3) ajudou a sustentar o índice nesta sexta-feira, com alta de 1,77%, enquanto Itaú (ITUB4) avançou 1,15%.

Entre as maiores altas do dia ficaram:

Já as maiores quedas foram:

Segundo Bruna Sene, analista da Rico, o mercado segue reagindo de forma intensa a qualquer notícia envolvendo geopolítica, mas a temporada de balanços começou a ganhar cada vez mais peso na formação dos preços.

No fim do dia, o Ibovespa conseguiu evitar uma nova queda diária, mas segue pressionado pelo ambiente externo e pela volatilidade envolvendo petróleo, juros e resultados corporativos.

Com Estadão Conteúdo

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