Ibovespa espanta o frio, sobe quase 3% na semana e se aproxima de zerar perdas de junho

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (26) em alta de 0,76%, aos 173.295,14 pontos, fechando uma semana de recuperação para a Bolsa brasileira. O principal índice da B3 chegou a cair 0,50% pela manhã, mas ganhou força ao longo da tarde e renovou sucessivas máximas intradiárias, embalado pelo alívio na curva de juros, pela melhora da percepção sobre a inflação e pelo retorno do fluxo estrangeiro. O volume financeiro somou R$ 23,7 bilhões.

Depois de uma semana gelada nas temperaturas, a Bolsa também “esquentou”. O Ibovespa acumulou alta de 2,95% nos últimos cinco pregões, reduziu as perdas de junho para 0,28% e passou a registrar valorização de 7,55% em 2026.

Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, a melhora do mercado foi resultado de uma combinação de fatores domésticos e externos.

“A ata do Copom e, principalmente, o Relatório Trimestral de Inflação acomodaram as curvas de juros. Soma-se a isso o IPCA-15, que não só desacelerou na leitura cheia, mas trouxe uma composição mais favorável, ajudando a aliviar as expectativas para a inflação”, afirma.

O especialista destaca ainda que a Bolsa brasileira voltou a atrair investidores após a forte correção observada nos últimos meses. “A gente tem uma Bolsa que saiu de 200 mil pontos para 170 mil pontos, o que fez com que os múltiplos de negociação caíssem e ela ficasse mais atrativa também para o capital local”, diz.

Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial: R$ 5,18
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  • Variação: leve alta no fechamento após inverter o sinal ao longo do dia

Para Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad, o câmbio refletiu uma combinação entre fatores domésticos e geopolíticos.

“O dólar operou com viés de alta nesta sexta-feira em um movimento de forte reversão intradiária. Pela manhã, a moeda americana foi sustentada pelos dados benignos de inflação nos Estados Unidos e pelo fluxo cambial favorável no Brasil.”

Segundo a analista, a mudança ocorreu durante a tarde.

“A reversão foi impulsionada por um choque geopolítico. Um ataque a um cargueiro na costa de Omã fez o petróleo Brent voltar para US$ 75,26 por barril. Somado à liquidação global do setor de tecnologia, o movimento aumentou a aversão ao risco e favoreceu a alta do dólar.”

Fechamento das bolsas americanas

  • Dow Jones: -0,18%
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  • S&P 500: -0,34%
  • Nasdaq: -0,51%

Wall Street encerrou em queda, pressionada pela realização das ações de tecnologia e pela cautela dos investidores diante do cenário geopolítico e das expectativas para os juros americanos.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Maiores altas

  • Totvs (TOTS3): +5,63%
  • Lojas Renner (LREN3): +3,10%
  • Bradesco ON (BBDC3): +1,82%
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Maiores baixas

  • Petrobras (PETR4): -1,33%
  • Petrobras (PETR3): -1,18%
  • Empresas do setor de mineração e siderurgia encerraram em baixa, apesar da alta do minério de ferro.

Além da melhora na percepção sobre a política monetária brasileira, o recuo acumulado do petróleo para níveis próximos aos registrados antes do conflito entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir as preocupações com a inflação global, favorecendo ativos de risco em mercados emergentes.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quinta-feira (25), foi de 171.990,20 pontos, com alta de 0,87%.

Maíra Telles

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