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Ibovespa cai pela 5ª vez seguida com tensão no Oriente Médio; Petrobras (PETR4) limita perdas

Ibovespa

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O Ibovespa iniciou a semana no vermelho e completou a quinta sessão consecutiva de queda nesta segunda-feira (10), pressionado pela volta das preocupações com o conflito entre Estados Unidos e Irã e pelos possíveis impactos da alta do petróleo sobre a inflação global. O principal índice da B3 recuou 0,19%, aos 172.179,93 pontos, depois de chegar à região dos 171 mil pontos na mínima do pregão. A valorização das ações da Petrobras (PETR3; PETR4) ajudou a impedir perdas mais intensas.

O mercado voltou a adotar uma postura cautelosa após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã deveria pagar compensações pela guerra, reacendendo dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O petróleo respondeu com forte alta e o Brent avançou cerca de 5%, voltando a superar os US$ 80 por barril.

Cotação do dólar hoje

Segundo Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, o movimento acompanhou a recuperação da moeda americana no exterior após a forte reação ao payroll mais fraco na sexta-feira. O impasse em torno do Estreito de Ormuz também manteve os investidores cautelosos.

Fechamento das bolsas americanas

Wall Street perdeu força depois dos recordes recentes, pressionada principalmente pelas ações de tecnologia e pelas novas preocupações com o petróleo. Os investidores também aguardam os próximos dados de inflação dos Estados Unidos, que podem voltar a mexer com as expectativas para os juros do Federal Reserve.

Petróleo volta a preocupar o Ibovespa

O impasse envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções. O Irã condiciona uma normalização maior do fluxo marítimo ao atendimento de exigências pelos Estados Unidos, mantendo o risco sobre uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, avalia que a indefinição no Oriente Médio reacendeu as preocupações com inflação e juros. “As dificuldades para um possível acordo voltaram a pressionar o petróleo para cima, reacendendo preocupações com a inflação e aumentando a aversão a risco”, afirma.

Com a commodity em alta, as empresas do setor de petróleo ajudaram a sustentar o índice. Em contrapartida, ações ligadas aos setores de educação e locação de veículos ficaram entre as pressões negativas.

Para Bresciani, a bolsa segue com o “pé no freio”, sem um gatilho claro para uma recuperação mais forte. O mercado aguarda principalmente novos indicadores de inflação, atividade e varejo.

IPCA pode definir novas apostas para a Selic

As atenções agora se voltam para o IPCA de julho, que será divulgado nesta terça-feira (11). O resultado deve ser especialmente relevante após o Banco Central adotar uma comunicação mais cautelosa sobre a continuidade dos cortes da Selic.

Um dado de inflação mais benigno pode fortalecer as apostas em uma nova redução da taxa básica em setembro. Por outro lado, uma pressão persistente do petróleo pode voltar a aumentar as expectativas inflacionárias e limitar o espaço para flexibilização monetária.

A temporada de resultados corporativos também continua no radar. Entre os destaques desta segunda-feira, a Embraer (EMBJ3) chegou a avançar cerca de 7% após divulgar números considerados positivos pelo mercado.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de sexta-feira (7), foi de 172.513,42 pontos, com queda de 1,73%.

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