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Ibovespa perde os 170 mil pontos no pior momento com tensão entre EUA e Irã; Petrobras (PETR4) ameniza perdas

Ibovespa

Ibovespa. Foto: iStock

O Ibovespa voltou a sentir o peso da aversão ao risco global nesta quarta-feira (8). O agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, aliado às preocupações com inflação e juros elevados por mais tempo, derrubou o principal índice da B3, que chegou a perder os 170 mil pontos durante o pregão. O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,80%, aos 170.653,45 pontos, após oscilar entre a máxima de 172.017,57 pontos e a mínima de 169.972,40 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,41 bilhões.

A disparada do petróleo, que voltou à faixa dos US$ 80 por barril, favoreceu as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), mas não foi suficiente para compensar as fortes perdas de Vale (VALE3) e de empresas mais sensíveis ao comportamento dos juros.

Cotação do dólar hoje

Fechamento das bolsas americanas

Maiores altas e baixas

A alta do petróleo impulsionou Petrobras (PETR3) e Petrobras (PETR4), que avançaram cerca de 3,7%, ajudando a limitar as perdas do índice.

Na ponta negativa, Vale (VALE3) recuou mais de 4%, acompanhando a queda das commodities metálicas. Entre as maiores baixas também apareceram as construtoras Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3), pressionadas pela alta dos juros futuros. Já Natura (NTCO3) e CSN (CSNA3) figuraram entre os destaques positivos do pregão.

Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, o dia foi marcado por um ambiente de maior aversão ao risco após novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento elevou os rendimentos dos títulos americanos, impulsionou o petróleo e pressionou os mercados globais. No Brasil, Petrobras ajudou a sustentar parte do índice, enquanto Vale e empresas mais sensíveis aos juros lideraram as perdas.

Além do conflito no Oriente Médio, investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed). O documento trouxe poucas novidades em relação ao comunicado anterior, mantendo a expectativa de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos.

Agora, o mercado volta as atenções para o IPCA de junho, que será divulgado na sexta-feira e poderá influenciar as expectativas para os próximos passos da política monetária no Brasil.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de terça-feira (7), foi de 172.020,68 pontos, com queda de 0,25%.

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