Ibovespa fecha quase estável aos 163 mil pontos em dia de aversão ao risco nos EUA

Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (12) praticamente estável, em um dia marcado por maior aversão ao risco diante das tensões institucionais nos Estados Unidos envolvendo o Federal Reserve. O principal índice da B3 recuou 0,07%, aos 163.249,06 pontos, após oscilar entre 162.277,01 na mínima e 163.493,22 pontos na máxima da sessão. O volume financeiro somou R$ 16,1 bilhões.

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O desempenho refletiu um ambiente externo mais instável, com ruídos sobre a autonomia do Fed após a repercussão de uma possível acusação criminal contra o presidente da autoridade monetária americana, Jerome Powell. Esse cenário pressionou os mercados globais e limitou o fôlego da Bolsa brasileira, que vinha de sessões mais positivas.

Segundo Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, o dia foi de cautela generalizada. Ele destaca que a possibilidade de novas intervenções americanas no Irã e o questionamento público sobre a independência do Fed elevaram o nível de incerteza. “Essa combinação fez com que os ativos norte-americanos caíssem hoje, além de uma correção após a forte alta da última sexta-feira. O VIX subiu”, afirma.

No meio desse ambiente defensivo, o ouro bateu recorde, superando a marca de US$ 4,6 mil por onça, com investidores buscando proteção diante do aumento das incertezas globais.

Cotação do dólar hoje

dólar comercial fechou em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,372, refletindo a busca por segurança diante das tensões políticas nos Estados Unidos e do receio sobre os rumos da política monetária americana. A valorização da moeda também acompanhou o movimento de cautela observado nos mercados internacionais.

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Em Nova York, os principais índices fecharam o dia com leves ganhos, após um pregão volátil:

  • Dow Jones: +0,17%, aos 49.590,20 pontos
  • S&P 500: +0,16%, aos 6.977,32 pontos
  • Nasdaq: +0,26%, aos 23.733,90 pontos

Altas e baixas do Ibovespa

Entre os destaques positivos do dia, Gol avançou após divulgar laudo de avaliação para a OPA, enquanto Brava subiu com a nomeação do novo CEO, Richard Kovacs. Braskem também figurou entre as altas, com o mercado reagindo bem ao plano de reestruturação da Braskem Idesa, que prevê aporte de US$ 700 milhões.

Na ponta negativa, Azul recuou em movimento de correção após as fortes altas da última sexta-feira.

Com o cenário externo ainda carregado de incertezas e a agenda da semana trazendo CPI e PPI nos EUA, além dos desdobramentos do caso Banco Master no Brasil, o Ibovespa encerra o dia em compasso de espera, refletindo um mercado atento aos próximos gatilhos de risco.

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Maíra Telles

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