Genial atualiza carteiras de ETFs com retorno acima do CDI; veja
As carteiras recomendadas de ETFs para junho da Genial Investimentos trouxeram mudanças pontuais, mas mantiveram a diversificação entre renda fixa, mercados internacionais e ativos ligados à economia digital.
O principal destaque ficou com a Carteira ETF Macro, que incluiu exposição à Coreia do Sul, semicondutores, commodities brasileiras e criptoativos, distribuindo o capital igualmente entre cinco posições.

Em maio, a estratégia Macro apresentou rentabilidade positiva de 1,72%, superando o desempenho do CDI, que avançou 1,02% no mesmo período.
Para junho, a composição passou a contar com GICP11 (Genial Debêntures DI), CHIP11 (da Investo), BEWY39 (Coreia do Sul), CMDB11 (Brasil Commodities) e HASH11 (Nasdaq Crypto Index), todos com peso de 20% cada.
O fundo também acrescentou o SPXR11, que replica o SP&500 e a taxa Selic, sob gestão da Itaú Asset.
A principal mudança foi a entrada de BEWY39, BDR com exposição ao mercado sul-coreano, e de CMDB11, ETF ligado a commodities brasileiras. Ao mesmo tempo, deixaram a carteira os ETFs DIVO11, focado em dividendos, e HASH11, que retorna ao portfólio sob outra estratégia.
A proposta busca equilibrar diferentes vetores econômicos. Enquanto os semicondutores seguem como aposta estrutural diante do avanço da inteligência artificial, as commodities brasileiras oferecem exposição a um cenário de demanda global resiliente. Já os ativos ligados ao universo cripto continuam presentes, mas em pesos ajustados conforme o perfil de risco de cada carteira.
ETFs: renda fixa mantém estabilidade; cripto ganha ajustes
Na Carteira RF+, não houve mudanças em relação ao mês anterior. A estratégia segue concentrada em 50% em LFTI11 e 40% em GICP11, mantendo o perfil mais conservador.

Em maio, a carteira registrou ganho de 1,39%, acima do CDI. No acumulado de 2026, porém, a rentabilidade soma 5,39%, ligeiramente abaixo dos 5,60% entregues pelo indicador de referência.
Já a Carteira CriptoFIX promoveu uma alteração relevante ao ampliar a exposição ao mercado digital. O HASH11, ETF que replica o Nasdaq Crypto Index, passou de 30% para 60% da composição, enquanto GBTC11 deixou a seleção. A carteira fechou maio com valorização de 0,32%, embora ainda acumule queda de 0,79% no ano.
Na estratégia de maior risco, a Carteira Cripto++, a equipe reduziu a participação da renda fixa e elevou o peso dos ativos digitais. O LFTI11 caiu de 80% para 60%, enquanto o HASH11 entrou com participação de 30%, substituindo parte da proteção anteriormente concentrada em caixa pós-fixado.
Exposição aos semicondutores e S&P 500 com proteção cambial
Entre as novidades das carteira está o CHIP11, ETF listado na B3 que replica, no mercado brasileiro, o desempenho do VanEck Semiconductor ETF (SMH), um dos maiores veículos globais dedicados ao setor de semicondutores. Nos Estados Unidos, o fundo de referência administra cerca de US$ 71,7 bilhões e reúne empresas diretamente ligadas à fabricação de chips e equipamentos utilizados na cadeia produtiva do segmento.
Outro destaque é o SPXR11, ETF gerido pela Itaú Asset, que permite investir nas 500 maiores empresas dos Estados Unidos por meio da B3, mas com proteção contra as oscilações do dólar frente ao real.
Diferentemente dos ETFs tradicionais de bolsa americana, o produto utiliza uma estrutura conhecida como hedge cambial, reduzindo o impacto das variações da moeda norte-americana sobre o retorno do investidor brasileiro.
Por que investir em ETF?
O ETF é uma opção de investimento cada vez mais popular devido às suas diversas vantagens.
Uma das principais razões para investir em ETFs é a diversificação que eles proporcionam. Ao investir em um ETF, o investidor está adquirindo uma cesta de ativos que pode incluir ações, títulos de renda fixa, commodities, entre outros, o que ajuda a reduzir o risco em comparação com investimentos individuais.