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ETF rende 23% em 12 meses com baixa volatilidade; entenda

Investir em ETFs. Foto: Freepik

Investir em ETFs. Foto: Freepik

O investidor costuma associar maior retorno a um nível mais elevado de risco. No entanto, um ETF da Nu Asset tem mostrado que é possível buscar ganhos expressivos na Bolsa sem necessariamente acompanhar toda a volatilidade do mercado.

O LVOL11, que replica o índice Ibovespa Smart Low Volatility B3, acumulou rentabilidade de 23,3% nos últimos 12 meses, segundo o relatório mais recente disponibilizado pela gestora. No mesmo período, o fundo manteve uma volatilidade anualizada de 15,9%, abaixo dos 16,7% registrados pelo Ibovespa.

Lançado em julho de 2024, o ETF da Nu Asset também apresenta desempenho superior ao principal índice da Bolsa brasileira desde o início de suas operações. Enquanto o LVOL11 acumula valorização de 36,6%, o Ibov avança 33,2% no mesmo intervalo.

Já o índice de referência do fundo, o Ibovespa Smart Low Volatility B3 (IBLV), sobe 37,1%, indicando que o ETF vem acompanhando seu benchmark com baixa diferença de desempenho.

Como funciona o LVOL11

Diferentemente de um ETF tradicional que replica integralmente o Ibovespa, o LVOL11 acompanha o Ibovespa Smart Low Volatility B3, índice desenvolvido para selecionar empresas que apresentam menor volatilidade histórica entre as ações que compõem o principal indicador da Bolsa.

A metodologia busca reduzir as oscilações da carteira sem abrir mão da exposição ao mercado acionário. Para isso, as ações são selecionadas e ponderadas de acordo com seu histórico de volatilidade, com rebalanceamentos realizados a cada quatro meses. O fundo possui gestão passiva e taxa de administração de 0,50% ao ano, sem cobrança de taxa de performance.

Na prática, essa estratégia faz com que o portfólio tenha maior concentração em setores considerados mais defensivos. Em junho, utilidade pública representava 33% da carteira, seguido pelo setor financeiro (26%) e materiais básicos (15%). Entre as maiores posições estavam BB Seguridade, Ambev, Caixa Seguridade, Isa Energia, Klabin, Taesa e Itaú Unibanco.

Aluguel de ações ajuda a reduzir o impacto da taxa

Outro diferencial destacado pela gestora é a utilização do aluguel de ações para amenizar o impacto da taxa de administração sobre o desempenho do fundo.

Segundo o relatório, cerca de 17,6% da carteira estava alugada no fim de junho. A remuneração obtida com essas operações é incorporada ao patrimônio do ETF e pode compensar parcialmente (e, em determinados períodos, até integralmente) o custo da taxa de administração, reduzindo seu efeito líquido sobre a rentabilidade do investidor.

Para quem o ETF faz sentido

Por investir exclusivamente em renda variável, o LVOL11 continua sujeito às oscilações do mercado e não elimina o risco de perdas. Ainda assim, a estratégia pode ser uma alternativa para investidores que desejam exposição à Bolsa brasileira, mas preferem uma carteira composta por empresas historicamente mais estáveis.

O fundo possui patrimônio líquido de R$ 68 milhões, classificação de risco intermediária e é destinado ao público em geral, sendo negociado na B3 como qualquer outro ETF.

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