ETF da Nu Asset quer popularizar Letras Financeiras com cotas acessíveis

O mercado brasileiro de ETF ultrapassou a marca de R$ 100 bilhões sob gestão em 2025, consolidando uma expansão acelerada que começa a transformar a forma como investidores acessam renda fixa, ações e estratégias diversificadas na bolsa brasileira.

Somente no ano passado, o segmento registrou 68 novos lançamentos na B3, refletindo o avanço do interesse por produtos indexados, estrutura que vem ganhando espaço tanto entre investidores iniciantes quanto entre perfis mais sofisticados.

Dentro desse movimento, a Nu Asset lançou recentemente o NLFA11, ETF de letras financeiras criado para replicar o desempenho do ILFA, índice desenvolvido em parceria com a ANBIMA.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

O produto começou a ser negociado na B3 em dezembro de 2025 e busca oferecer exposição a Letras Financeiras (LFs) emitidas por instituições financeiras de grande porte, segmento que tradicionalmente ficava restrito a investidores institucionais devido aos altos valores mínimos de aplicação.

Segundo dados apresentados pela gestora, o estoque de Letras Financeiras no Brasil já supera R$ 700 bilhões, mas boa parte desse mercado ainda possui acesso limitado para investidores pessoa física.

“ETF é uma das maiores revoluções financeiras”, diz Pedro Mota

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Durante entrevista no canal Vai Pelos Fundos, o gestor de portfólios da Nu Asset, Pedro Mota destacou que os ETFs representam uma das maiores transformações da indústria financeira global nas últimas décadas.

Segundo ele, o diferencial do ETF está justamente na combinação entre simplicidade operacional, liquidez, diversificação e eficiência de custos para o investidor final. “O ETF é uma solução de infraestrutura de mercado. Ele consegue ser maleável, escalável e muito eficiente”, afirmou Mota durante a transmissão.

Na avaliação do executivo, os ETFs também ajudam a estruturar uma “carteira núcleo” para o investidor, permitindo combinar exposição passiva indexada com estratégias mais específicas de gestão ativa. “Você pode usar o ETF como âncora do portfólio e depois fazer apostas pontuais sem comprometer seu plano principal de alocação”, explica.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Ebook-Fundos-Imobiliarios-Desktop.webp

Liquidez, transparência e eficiência tributária são diferenciais

Em relação ao NLFA11, Victoria Renofio, portfolio Manager na Nu Asset Management, afimra que o ETF foi estruturado justamente para oferecer transparência e acesso simplificado ao mercado de Letras Financeiras.

“Um ETF é um fundo indexado. Existe um índice por trás dele e uma transparência muito grande para o investidor”, afirmou. Segundo Renófio, a liquidez proporcionada pela negociação em bolsa é um dos principais diferenciais do produto, além dos custos mais acessíveis em comparação com alternativas tradicionais de renda fixa.

Ela também destacou os filtros utilizados na composição do índice ILFA, que seleciona apenas Letras Financeiras seniores remuneradas a CDI+, com prazo de dois anos e spreads divulgados diariamente pela ANBIMA.

“Não é qualquer emissor que entra no índice. O papel precisa ter liquidez e divulgação consistente de spread”, explicou. Outro ponto ressaltado pela executiva foi a eficiência tributária do ETF. O NLFA11 possui alíquota fixa de 15% sobre ganho de capital, independentemente do prazo de investimento, além de não possuir IOF nem come-cotas.

Tags
Vinícius Alves

Compartilhe sua opinião