Energia solar lidera 2025 e fortalece expansão do SNEL11

A energia solar consolidou sua liderança na expansão das renováveis em 2025, tornando-se o principal motor da transição energética global. Segundo a Agência Internacional de Energia, a tecnologia fotovoltaica adicionou mais de 600 GW em doze meses, elevando o total mundial para cerca de 2,8 TW. Esse avanço confirma a maturidade do setor e o apetite de capital por soluções de baixo carbono.

O crescimento anual próximo de 12% demonstra resiliência, apesar de desafios ligados à integração de redes, cadeia de suprimentos e ajustes regulatórios. A União Europeia manteve tração, somando quase 70 GW, com Alemanha e Espanha à frente. França, Romênia e Lituânia registraram recordes, ampliando a diversificação tecnológica no bloco.

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Expansão global e oportunidades no Brasil 

A China respondeu por mais da metade da nova capacidade global, com aproximadamente 370 GW instalados. O impulso veio da corrida por projetos antes da migração para leilões competitivos, além do fortalecimento industrial doméstico. A Índia agregou cerca de 50 GW, consolidando-se entre os mercados essenciais da transição.

No Brasil, o ambiente acompanha a tendência global e favorece o avanço da geração distribuída. O SNEL11 ampliou sua atuação com a aquisição de 20 usinas fotovoltaicas em oito estados, operação de cerca de R$ 436 milhões. Os ativos somam 87,5 MWp de capacidade e potencial adicional de 153 mil MWh ao ano, reforçando escala e sinergias operacionais.

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Diversificação geográfica

A gestora destaca a diversificação geográfica como eixo para mitigar riscos regulatórios e climáticos. Entre os projetos, a UFV Paramirim é a primeira usina do fundo na Bahia, localizada na área de concessão da Coelba e contratada com a NUV Energia até 2030. Esse modelo de contratos de longo prazo sustenta previsibilidade de caixa.

A estratégia do veículo prioriza ativos operacionais com fluxos estáveis, alinhada ao perfil de investidores que buscam renda recorrente. A projeção indica TIR real próxima de 14,44% ao ano nas aquisições, refletindo disciplina na seleção e precificação de projetos em energia solar.

Nos últimos 12 meses, as cotas avançaram 12,19%, apoiadas pelo fortalecimento da tese de geração distribuída. A base de investidores saltou de 65 mil para mais de 90 mil entre o fim de 2025 e março de 2026, uma alta superior a 30%, sinalizando maior confiança no segmento e na capacidade do SNEL11 de capturar o ciclo de crescimento da energia solar.

Redação Suno Notícias

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