KNIP11 eleva proventos e projeta 115% do CDI bruto

O KNIP11 reportou em março resultado líquido de R$ 5,281 milhões, impulsionado por receitas de R$ 5,802 milhões e despesas de R$ 521 mil. A gestão destacou que a dinâmica de marcação dos CRIs atrelados ao IPCA segue inflação defasada em dois meses, o que ajuda a explicar a evolução recente dos proventos do fundo. Essa metodologia refletiu-se nos números divulgados para abril e na distribuição agendada para maio.

Em abril, os rendimentos incorporaram as variações de fevereiro (0,70%) e março (0,88%), ambas acima dos níveis anteriores, contribuindo para o avanço do resultado. Para o próprio mês de abril, a estimativa de inflação utilizada pela gestão é de 0,67%, sinalizando manutenção do carrego real dentro do esperado. Com isso, a política de proventos do veículo permanece aderente ao desempenho dos indexadores.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Rendimentos de R$ 1,10 por cota

Como consequência, os rendimentos do KNIP11 referentes a abril foram definidos em R$ 1,10 por cota, com pagamento marcado para 14 de maio de 2026. Considerando um preço médio de entrada de R$ 102,96 por cota, o yield para o investidor pessoa física fica em 1,07% no mês, com isenção de Imposto de Renda para os proventos. A gestão reforça o compromisso de distribuição dentro da geração de caixa.

Segundo o gestor, os proventos equivalem a 98% da taxa DI no período. Aplicando o gross-up da alíquota de 15% de IR, a rentabilidade ajustada alcança 115% do CDI. Esse comparativo reforça a atratividade relativa do fluxo distribuído frente a alternativas pós-fixadas, sobretudo em janela de inflação ainda resiliente.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

CRIs indexados ao IPCA

No portfólio, o fundo imobiliário KNIP11 mantém foco em CRIs indexados ao IPCA, com 98,0% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo no fim de abril. A posição de caixa representava 9,9% da carteira, remunerada a 100% do CDI líquido, oferecendo flexibilidade para novas alocações sem comprometer a distribuição.

A carteira de CRIs exibia taxa média de mercado de IPCA + 10,06% ao ano e duration média de 4,1 anos. Por categoria, os inflacionários respondiam por 98,0% do total, com taxa média de mercado de 10,06%, taxa média de compra de 7,04%, prazo médio de 6,9 anos e duration de 4,1 anos. Havia ainda 0,1% em cotas de FIIs.

Analisando a carteira consolidada do KNIP11, o prazo médio era de 6,7 anos e a duration média, de 4,0 anos. Esses indicadores sugerem equilíbrio entre retorno real e sensibilidade a oscilações de juros e inflação, preservando o perfil de renda do fundo.

Redação Suno Notícias

Compartilhe sua opinião