Embraer (EMBJ3) decola e renova máxima histórica com tensões geopolíticas; entenda
As ações da Embraer (EMBJ3) estão entre os destaques positivos do Ibovespa nesta segunda-feira (5). Por volta das 16h, os papéis da companhia disparam 4,19%, a R$ 92,30.
A forte variação positiva dos ativos marca um novo recorde histórico para os papéis da fabricante: esta é a primeira vez que as ações da Embraer operam acima dos R$ 92. Nos últimos 12 meses, as ações da companhia acumulam ganhos superiores a 62%.
Os ganhos dos papéis nesta segunda-feira acompanha a alta global das ações ligadas ao setor de defesa e equipamentos militares. Isso porque as tensões políticas envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela, marcadas pela operação que levou à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, estão refletindo no segmento.
Como a crise envolvendo a Venezuela impacta a Embraer (EMBJ3)?
A crise envolvendo a Venezuela acabou funcionando como um catalisador para as ações da Embraer (EMBJ3), especialmente pelo efeito indireto sobre o setor global de defesa.
Segundo relatório do Morgan Stanley, a ofensiva dos Estados Unidos contra o regime venezuelano e a captura de Nicolás Maduro reforçaram a percepção de risco geopolítico na região, impulsionando ativos ligados à indústria militar e de equipamentos de defesa.
Nesse contexto, a Embraer se beneficia por possuir uma divisão dedicada à aviação militar, com contratos ativos para fornecimento de aeronaves como o cargueiro C-390 e o A-29N Super Tucano a forças armadas de diversos países. O banco destaca que movimentos militares relevantes tendem a reacender discussões sobre segurança e capacidade de resposta, o que costuma favorecer empresas com portfólio consolidado nesse segmento.
O Morgan Stanley também aponta que a reação positiva não ficou restrita ao Brasil, com os fortes ganhos da Embraer (EMBJ3). Na Europa e nos Estados Unidos, ações de companhias do setor de defesa avançaram de forma consistente, refletindo expectativas de aumento de gastos militares.